Bauru e grande região

Contexto Paulista

Primeiro semestre denota retomada de investimentos

Esta coluna, publicada pela associação Paulista de Jornais pode ser lida e atualizada em www.apj.inf.br - Publicação simultânea nos jornais da Rede Paulista de Jornais, formada por este jornal e outros 13 líderes de circulação no Estado de São Paulo

09/10/2019 - 04h36

O Estado de São Paulo registrou no primeiro semestre de 2019 o segundo maior valor semestral de investimentos empresariais desde 1998, quando foi iniciada pesquisa desse tipo no âmbito oficial. A informação é da Fundação Seade tendo como base a Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp). Nos primeiros seis meses do ano, foram contabilizados 182 investimentos empresariais, totalizando R$ 67,7 bilhões. Esse valor é inferior apenas ao apurado no primeiro semestre de 2012 (R$ 74,8 bilhões).

Infraestrutura

Dos recursos anunciados no Estado, 45% (R$ 30,5 bilhões) referem-se à infraestrutura, 32,7% (R$ 22,2 bilhões) à indústria, 13,2% (R$ 9 bilhões) ao setor de serviços e 0,7% (R$ 478,2 milhões) ao comércio, além de 8,6% (R$ 5,6 bilhões) ligados a outros segmentos da economia. Em relação ao primeiro semestre de 2018, os investimentos anunciados este ano cresceram mais de cinco vezes na indústria. O segmento automotivo concentrou mais da metade dos investimentos industriais, seguido pelo ramo de celulose e papel (31,6%). Já em infraestrutura, destacaram-se os investimentos em energia (41,8% do setor) e nas telecomunicações (29,6%).

Todas as regiões

A participação da Região Metropolitana de São Paulo nos recursos anunciados pela Fundação Seade foi de 23,7% (R$ 16 bilhões), vindo a seguir as regiões administrativas de Bauru (R$ 7,2 bilhões) e de Campinas (R$ 4,2 bilhões), enquanto R$ 37,8 bilhões (55,9%) integram a abrangência qualificada como interregionais, por envolverem mais de uma região.

PIB paulista

O jornal O Estado de S. Paulo divulgou que projeções para o PIB de São Paulo indicam que o Estado deverá ter um crescimento próximo do dobro do que será conseguido pelo PIB do Brasil. Segundo a Fundação Seade, São Paulo poderá chegar a uma taxa de crescimento de até 1,7% em 2019, enquanto as projeções feitas para o PIB nacional são atualmente de 0,8%.

Comércio e serviços

Os setores de comércio e de serviços estão puxando para cima os dados do crescimento paulista. O resultado para serviços cresceu 2,5% em relação a julho de 2018 e 2,3% em termos anuais. Já o segmento do comércio obteve um crescimento anual de 3,8%.

MPEs

É positivo para a economia paulista o relatório da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada em parceria com a Fundação Seade com 1,7 mil proprietários de micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo no primeiro semestre. O faturamento dos micro e pequenos empreendimentos paulistas fechou o período com incremento de 6,3% no faturamento, já descontada a inflação. A alta foi puxada pelos pequenos negócios do setor da indústria, que tiveram acréscimo de 15,8%, seguido pelo comércio (5,4%) e pelo setor de serviços (4,2%). Em relação às regiões do Estado, o maior crescimento no faturamento foi registrado no Grande ABC, com 11,8%. A receita total das MPEs paulistas nos primeiros seis meses do ano somou R$ 403,4 bilhões.

Setor têxtil em pauta

Na quinta-feira (3/10) foi lançada na Alesp a Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento do Setor Têxtil e de Confecções do Estado de São Paulo. "Nosso objetivo é unir forças junto aos trabalhadores e empresários do setor, para estudar e propor políticas públicas que visem a manutenção e geração de empregos, carga tributária adequada, formação de mão de obra para os desafios tecnológicos e contra a concorrência desleal de produtos ilegais", afirma o deputado estadual Dirceu Dalben (PL): 8 mil empresas do ramo e 455 mil empregos diretos representam o setor têxtil. Somente na região de Sumaré, Americana, Santa Bárbara, Hortolândia e Nova Odessa estão instaladas 540 empresas, com 39,7 mil trabalhadores. O Estado representa quase 30% do faturamento nacional.

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