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Agronegócio paulista entra na era do Big Data

Esta coluna, publicada pela associação Paulista de Jornais pode ser lida e atualizada em www.apj.inf.br - Publicação simultânea nos jornais da Rede Paulista de Jornais, formada por este jornal e outros 13 líderes de circulação no Estado de São Paulo

12/02/2020 - 06h00

Profissionais que têm conhecimentos sobre plantio, pulverização, irrigação, colheita, manejo do solo e monitoramento de pragas e que sabem como lidar com linguagens de programação, computação em nuvem e implementação de coleta e transmissão de dados. Esse é o perfil dos alunos da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) de Pompeia, na região de Marília, que se formam este mês, depois de terem estudado na primeira turma do curso superior tecnológico de Big Data no Agronegócio. A formação, única no Brasil, começou a ser oferecida em 2017 em parceria com a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, mantida pela Jacto, com apoio das empresas Intel, Totvs e SAP. O conteúdo programático foi baseado em cursos de mestrado oferecidos na Finlândia e nos EUA e a metodologia ativa veio do Canadá.

Tecnologia da informação

"O agronegócio movimenta muito dinheiro e é uma área em que a tecnologia da informação está subutilizada", diz o coordenador do curso, Luís Hilário Tobler Garcia. Além de formar profissionais, a Fatec precisou preparar empresas para contratar seus alunos. A região de Marília tem indústrias do setor de alimentos que não absorveriam os tecnólogos com essa especialização porque não sabiam como aproveitar sua formação. Para equacionar esse dilema e evitar que os jovens fossem trabalhar em outras regiões do Estado, a Fatec, a Fundação Shunji Nishimura e o Ciesp desenvolveram o curso Digital Transformation Experience (DTX), que já foi levado a 22 empresas da região. "Os alunos precisaram encontrar soluções digitais para essas companhias", conta um dos idealizadores do curso de Big Data e diretor de Novos Negócios da Jacto, Tsen Chung Kang.

Leite de búfala orgânico

Produtores da região de Itapetininga conquistaram a certificação para produzir o leite de búfala orgânico, o que poderá aumentar em até 50% o preço pago pelo litro de leite, além de ampliar a oferta de produtos ao consumidor paulista. A certificação é a segunda do Estado e a terceira do Brasil. As outras propriedades certificadas ficam em Joanópolis, no Interior Paulista, e Valença (RJ). O leite de búfala não contém a beta-caseína A1, uma substância associada a reações alérgicas, inflamações e desconforto gastrointestinal por uma parte da população.

Japão na Fiesp

Representantes de entidades do Interior Paulista estiveram na sede da Fiesp, na capital, fazendo contato com a agência de fomento InvestSP e com 13 empresas japonesas com o objetivo de atrair investimentos para o Estado de São Paulo. Participaram de uma rodada de negócios concebida para colocar em contato empresas brasileiras e japonesas que possam estabelecer relações comerciais. As organizações são de várias áreas de atuação, como agronegócio (nutrição animal, insumos agrícolas, criação de porcos e aproveitamento de rejeitos etc), energia fotovoltaica e Tecnologia da Informação. "Sabendo previamente o perfil das empresas japonesas e o que elas procuram no Brasil, selecionamos dados estratégicos dispostos em arquivos virtuais, vídeos e materiais impressos que contam a história da nossa cidade e mostram tudo o que essas organizações podem encontrar em Araçatuba", exemplificou Akira Hayashida, em nome da União das Entidades de Classe de Araçatuba e Região. As informações são da Folha da Região, da Rede APJ.

Energia limpa

Representantes do governo da Suécia e do Swedfund (instituição financeira de desenvolvimento sueco) assinaram nesta segunda-feira (10) uma carta de intenções com a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado que prevê um intercâmbio de experiências de cooperação internacional, com investimento de R$ 3 milhões em consultoria para a geração de energia limpa. O objetivo é subsidiar estudos para a produção ou geração de biogás e biometano de forma sustentável com foco na mobilidade urbana, seja por meio da agricultura (vinhaça de cana de açúcar), pelos aterros sanitários ou pelas estações de tratamento de esgoto. O combustível produzido seria utilizado no transporte público, reduzindo a emissão de poluentes.

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