Bauru e grande região

 
Contexto Paulista

Empresas no Interior descobrem novos nichos de mercado em plena pandemia

23/08/2020 - 07h00

Apesar da pandemia, alguns setores da economia não sentiram tanto os efeitos da paralisação das atividades econômicas, e até registraram expansões e contratações. Um exemplo são os supermercados. Esse é o destaque de matéria especial que aborda os efeitos da covid-19 na economia paulista, publicada pelo jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, da Rede APJ (Associação Paulista de Portais e Jornais). A matéria, assinada por Ana Cláudia Martins, afirma que as lojas do setor na região não só continuaram funcionando, mas tiveram até que criar novos canais de atendimento aos clientes, como lojas virtuais e aplicativo de delivery, além de contratar mais funcionários. Conforme a Associação Paulista de Supermercados (Apas), as entregas a domicílio aumentaram em torno de 74% na região metropolitana de Sorocaba durante a pandemia. Quadro semelhante foi constatado em outras cidades da região metropolitana de São Paulo e do Interior Paulista, como Bauru e outras.

Nos bairros

Pesquisa da Apas aponta que minimercados, hortifrútis e atacados seguem contratando, e apresentam dados positivos em todo o Estado. Em Sorocaba, o casal proprietário de um supermercado de bairro, que está no setor de alimentação há dois anos, mesmo durante a pandemia conseguiu alavancar o negócio em 35%, e não demitiu funcionários.

“Fora da caixa”

Para a Associação Comercial de Sorocaba, a covid-19 trouxe novos hábitos de consumo. Além de supermercados e farmácias, setores como comércio eletrônico, delivery, marmitas, pets, informática, exercícios em casa, serviços de casa e construção também cresceram. É hora de pensar “fora da caixa”, afirma o presidente da entidade, Sérgio Reze, ressaltando a importância de se traçar estratégias para aproveitar as oportunidades que estão vindo. “Como em qualquer crise, alguns perdem e outros ganham. No entanto, é importante sempre se preparar, se especializar e planejar ações. Não sabemos quando tudo voltará ao normal, todavia, muitos desses novos hábitos irão permanecer”, diz ele.

A vez do empreendedorismo

O consultor de negócios do Sebrae Sorocaba, Eduardo Mantovani, aponta ramos de negócios que cresceram durante a pandemia na cidade: marcenarias, empresas de decoração, empreendedores que fabricam pijamas, manutenção predial, setor pet com venda de cães de raça e acessórios e brinquedos pedagógicos. “Talvez com as pessoas mais em casa, outras necessidades de consumo apareceram e os empreendedores que souberam aproveitar esse momento conseguiram conquistar inclusive novos clientes”, afirma.

De vento em popa

Os portos públicos e privados brasileiros movimentaram 538 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2020. O volume representa uma alta de 4,4% em relação aos seis primeiros meses do ano passado.

As exportações brasileiras de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados saltaram 73% no primeiro semestre, impulsionadas por uma demanda adicional durante as quarentenas.

Mudança na taxa judiciária

Em sessão extraordinária nesta semana, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o Projeto de Lei 1.339/2019, de autoria do governador João Doria, que altera um trecho da norma que rege a distribuição da taxa judiciária advinda dos serviços públicos de natureza forense. Para que entre em vigor, falta a sanção pelo governador e a publicação no Diário Oficial do Estado.

Como fica

A Lei 11.608/2003, em vigor no Estado, prevê, no artigo 9°, que um percentual de 10% do valor arrecadado com o tributo judiciário seja destinado ao custeio das atividades dos oficiais de Justiça, enquanto 60% do montante integre o Fundo Especial de Despesa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O projeto aprovado na Alesp mantém esses percentuais, mas determina que mais recursos sejam encaminhados ao TJSP. Assim, o órgão do Judiciário terá direito a outros 30% do total arrecadado, que serão realocados do Tesouro do Estado e deverão ser aplicados no pagamento das despesas com pessoal.

Nestlé investe

A Nestlé anunciou que investirá R 762,9 milhões em suas operações no Brasil ao longo de 2020, incluindo as suas três fábricas paulistas, em Araçatuba, Araras (próximo a Rio Claro) e Caçapava (Vale do Paraíba). O valor será destinado a projetos de inauguração e modernização de linhas nessas unidades.

Giro nas fábricas

Em Caçapava, a Nestlé já inaugurou uma nova linha de produção de KitKat e tem a previsão de construir outra até o final do segundo semestre. Na fábrica de Araras, foram realizados upgrades nas linhas de Nescafé, com a instalação de sistemas de extração e torragem mais eficientes e modernos, garantindo maior qualidade a esses processos essenciais para a preservação das qualidades e sabor dos grãos de café, além de uma produção mais sustentável, com controle de emissões de partículas e menor consumo energético. A Nestlé informou ainda que a fábrica de Marília atingiu em abril de 2020 um recorde histórico de eficiência de 96%. Ao longo deste ano, a fábrica apresenta uma redução de 32% de paradas não programadas em relação a 2019.

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