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Contexto Paulista

Expectativa de vida em SP aumenta 17,7 anos em meio século

22/11/2020 - 08h55

Estudo recente da Fundação Seade sobre a esperança de vida ao nascer no Estado de São Paulo, revela que em 2019 o indicador correspondia a 76,4 anos e que a sua evolução revela expressivo avanço na longevidade ao longo das últimas cinco décadas. Nesse meio século, houve aumento de 17,7 anos na expectativa na população em geral, sendo que entre 2000 e 2019, apenas, o incremento foi de 4,8 anos, "confirmando a tendência ascendente da expectativa de vida paulista", nas palavras do órgão.

Em todas as faixas etárias

Os números detalhados por idade apontam acréscimos de esperança de vida em todas as faixas etárias. Crianças de 10 anos ampliaram sua esperança de vida de 66,1 anos em 1970, para 77,4 anos em 2019, enquanto jovens de 30 anos passaram de 67,7 para 78,3 anos, nesse mesmo período. Pessoas idosas com 70 anos estenderam sua expectativa de vida de 78,9 para 84,3 anos. "Além da redução continuada da mortalidade na infância, com impacto imediato na sobrevivência entre os mais jovens, também ficam evidentes fortes progressos nas demais faixas etárias da população residente no Estado", divulgou o órgão.

Homens e mulheres

Em 2019, a esperança de vida feminina era de 79,4 anos e a masculina de 73,3 anos, com uma diferença de 6,1 anos entre os sexos, inferior à registrada em 2000, que era de 9,0 anos. Segundo a Fundação Seade, a diminuição da diferença entre os sexos está diretamente associada à queda da mortalidade masculina, em especial as causas de morte relacionadas a agressões e acidentes de transporte, favorecendo, principalmente, a sobrevivência da população masculina jovem. De fato, indicadores de segurança nesse período denotam queda na escalada da violência, que atinge em cheio a população jovem masculina.

Nas regiões

As maiores esperanças de vida ao nascer são verificadas nas regiões de Ribeirão Preto (77,0 anos), Campinas (76,9) e São José do Rio Preto (76,8), enquanto as menores aparecem na Região Metropolitana da Baixada Santista (74,7) e nas regiões de Itapeva (74,8) e Registro (75,4). A diferença entre os valores regionais extremos, em 2019, foi de 2,3 anos, menor do que a observada em 2000 (4,5 anos). "Essa redução sugere tendência de aproximação regional, resultante de ganhos expressivos em regiões com menores níveis de longevidade", afirma a Seade.

Empregos em alta

Entre agosto e setembro, o número de empregos formais aumentou 0,6% no Estado de São Paulo. As 438 mil admissões ocorridas superaram os 362 mil desligamentos, o que resultou na geração de 76 mil empregos, com desempenho positivo em todas as atividades. No terceiro trimestre foram gerados 173 mil empregos formais.

Em todo o Estado

Em setembro, todas as regiões administrativas do Estado de São Paulo apresentaram saldos positivos (contratações menos desligamentos).

Ajuda federal

O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda alcançou entre abril e setembro 5,9 milhões de empregos no Estado (50% do total de celetistas), e teve papel fundamental para evitar resultados ainda mais negativos, na opinião de especialistas.

Investimento

A ChromaLíquido Soluções Tecnológicas, criada pelo Grupo Chroma e a Líquido indústria Têxtil, investiu R$ 10 milhões em ampliação de capacidade própria e terceirizada de pesquisa e desenvolvimento. O objetivo é expandir a produção de materiais inovadores de proteção à saúde. A empresa detém homologação para produzir no Brasil tecidos e soluções a partir de um fio de poliamida antiviral e antibacteriano desenvolvido no país pela Rhodia.

Prevenção

Os novos materiais são uma maneira de deter o avanço das contaminações cruzadas, que ocorrem quando uma pessoa toca um objeto ou superfície que foram contaminadas por um vírus ou bactéria. O tecido já está sendo utilizado na frota intermunicipal da EMTU/SP. No dia 28 de outubro, a Caio entregou 12 ônibus, de um total de 120, que terão bancos, balaústres e catracas revestidos pelo material que possui ação antibacteriana e antiviral, inclusive contra os vírus envelopados, como são classificados os vírus influenza, herpes vírus e os coronavírus. A propriedade antiviral e antibacteriana permanece durante toda a vida útil do tecido, mesmo em situações extremas de uso, manutenção e higienização, como é o caso do transporte coletivo.

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