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Contexto Paulista

Interior Paulista lidera ranking positivo de serviços em áreas essenciais

17/02/2021 - 11h18

A quarta edição do estudo Desafios da Gestão Municipal, que acaba de ser publicado pela empresa de consultoria Macroplan, mostra quais cidades entregaram mais serviços em quatro áreas consideradas essenciais – saúde, educação, segurança e saneamento & sustentabilidade. O ranking avalia os 100 maiores municípios do país em termos de população (mais de 273 mil habitantes), os quais respondem por aproximadamente a metade do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Entre as dez primeiras colocadas no ranking geral do DGM 2020, destacam-se oito cidades do interior de São Paulo.

À frente

Piracicaba é a primeira colocada no ranking geral da pesquisa, com um IDGM de 0,757. São José do Rio Preto, com IDGM 0,739, ocupa a segunda posição do ranking geral, junto com Maringá (PR). São José dos Campos ocupa a 4ª colocação, com IDGM de 0,738, e Jundiaí a 5ª, na aferição das melhores entregas de serviços à população, com IDGM de 0,730. No estudo, é possível verificar as grandes diferenças regionais na capacidade de entregar resultados em serviços essenciais à população, comenta a consultoria.

Qualidade de vida

Segundo a Macroplan, na experiência internacional, as cidades que lideram as listas dos melhores lugares para se viver, em geral, são as que conseguem conciliar geração de oportunidades com qualidade de vida, e a gestão municipal tem papel crucial nesta função. Os municípios, por exemplo, são responsáveis pelos anos iniciais do ciclo escolar, determinantes para a igualdade de oportunidades.

O case de Jundiaí

Entre várias cidades do Interior contempladas no estudo Macroplan, a revista Exame destacou o resultado alcançado por Jundiaí, que obteve avanços robustos em saneamento e coleta de resíduos sólidos. Com um índice de mortalidade infantil de 7,3 para cada cem mil habitantes, um dos mais baixos do país, a cidade se destaca pelos progressos na coleta de lixo e saneamento, que chega a todos os 420 mil habitantes. Não é pouca coisa, diz a publicação, pois cerca de 100 milhões de brasileiros moram em locais onde não há coleta de esgoto e 35% não contam com água potável.

Meio ambiente valorizado

A revista destaca que depois de fazer a lição de casa, Jundiaí começou a olhar mais para o meio ambiente. Um trabalho recente de despoluição do rio Jundiaí, que corta a cidade, trouxe de volta peixes como o bagre e aves como as garças. A prefeitura lançou no final de 2020 edital para projeto de urbanismo em trecho do rio que percorre o centro da cidade. A intenção é transformar a área em um polo gastronômico e de lazer, como já fizeram cidades como Munique, na Alemanha, e Buenos Aires. “Trata-se de aspectos importantes da gestão municipal que costumam chamar a atenção de profissionais qualificados, com recursos para gastar e investir”, lembra a reportagem.

Busca pelo Interior

E mais; a pandemia acelerou o fluxo de migração da capital para o Interior Paulista, com a possibilidade do trabalho remoto e cada vez mais gente em busca de qualidade de vida. Nos últimos dez anos, as cidades de 100 mil a 1 milhão de habitantes cresceram em uma velocidade 50% maior do que a de grandes centros, segundo o IBGE. Uma pesquisa do portal de imóveis Zap+ mostra que 59% dos moradores de São Paulo e Belo Horizonte gostariam de mudar para uma cidade menor.

Trabalho remoto

Essa é uma tendência mundial. Nos Estados Unidos, a ocupação dos escritórios já caiu 20%. “Hoje, a qualidade de vida é tão importante quanto ter um bom salário e contar com um bom atendimento de saúde”, diz o prefeito reeleito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado. Com um salário médio de 3.400 reais (2.260 reais é a média do país), Jundiaí tem atraído empresas e profissionais qualificados em busca de melhores empregos e qualidade de vida. Ancorada na indústria e serviços, a cidade tornou-se a sede de companhias como a sueca Sandvik Coromant, fabricante de ferramentas para a aviação civil e outros segmentos industriais.

Os melhores

São estes os melhores municípios no ranking da Marcoplan nos itens saúde, educação, segurança e saneamento & sustentabilidade: Piracicaba (1º); Maringá e São José do Rio Preto (2º); São José dos Campos (4º); Jundiaí (5º); Sorocaba (6º); Limeira (7º); Curitiba e Franca (8º); Ribeirão Preto (10º); Santos (11º); Campinas (12º); Belo Horizonte (13º); Cascavel (14º); Uberlândia (15º); Taubaté e Londrina (16º); São Paulo (18º); São Bernardo do Campo (19º); Mauá (20º); Vitória (21º); Palmas (22º); Montes Claros (23º); Mogi das Cruzes (24º); Santo André (25º).

Comparação de desempenho

No estudo divulgado, o desempenho global da gestão de cada cidade é avaliado por um índice sintético, composto por uma cesta de 15 indicadores de todas as áreas analisadas, o IDGM – Índice Desafios da Gestão Municipal. O IDGM varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho do município. O estudo da Macroplan não avalia a gestão de gestões nas prefeituras, mas o legado de várias administrações das cidades, aferindo a evolução dos indicadores na última década, assim como no último ano. Na última década, a evolução do IDGM revela que houve avanços positivos em praticamente todos os 100 municípios que puxam o ranking.

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