Bauru

Conversando com o Bispo

Jesus Cristo: rei do universo

21/11/2021 - 05h00

Encerrando o Ano Litúrgico neste último domingo do Tempo Comum do Ano B, a Igreja celebra a solenidade de Cristo Rei do Universo. O Evangelho da Missa é de João que registra o diálogo entre Jesus e Pilatos (cf. Jo 18,33-37). Pilatos quer saber se Jesus é o rei dos judeus. Jesus responde que é rei, mas seu reino não é deste mundo.

"Então, tu és rei? Respondeu Jesus: Tu o dizes:

eu sou rei" - Jo 18,33-37.

Mas Jesus explica que seu reino não é um reino semelhante aos existentes entre os homens como os impérios terrenos que oprimem e não levam em conta a vida do povo. Jesus convida a estabelecer na sociedade seu reinado assim como ele o fez durante toda a sua vida, ou seja, um reino diferente, chamado Reino dos Céus, que provém do Pai e do Espírito, que é um reino da verdade, da justiça, do amor e da paz. E, por conseguinte, não pode constituir uma ameaça para o império romano. A Igreja não existe para tomar o lugar dos poderes deste mundo, mas para testemunhar a verdade de Deus no mundo e para transformar esses poderes humanos e terrenos em serviço da verdade para o bem do povo e da comunidade, para produzir vida e não morte. Quem é da verdade escuta a minha voz, disse Jesus.

O título de Filho do Homem é dado a Jesus - Dn 7, 13-14.

A missão de Jesus é transcendente, traz Deus presente como última palavra de nossa existência e da História, isso se confirma pelo diálogo entre Jesus e Pilatos no evangelho de hoje. Na visão de Daniel aparecem primeiro quatro feras: os impérios deste mundo, que se entredevoram; eles surgem da terra. Do céu, porém, vem uma figura com feições humanas, "como um filho do homem", que derrota as feras e recebe toda a honra e o poder do "ancião de muitos dias", o Deus eterno. Ele representa os "santos do Altíssimo", os anjos, ou seja, em última análise, Deus mesmo. No Reino de Cristo, ninguém tem a última palavra sobre os outros, mas, pelo contrário, todos estão a serviço dos outros no amor e na doação. Quanto mais se desenvolvem estas atitudes tanto mais realiza-se o Reino da Verdade e do Amor.

É na cruz que Jesus é o Rei dos reis

da terra - Ap 1,5-8.

Os primeiros versículos desta palavra do Apocalipse apresentam os motivos pelos quais Jesus Cristo deve ser considerado o príncipe dos reis da terra: "a Testemunha fiel, o Primogênito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra". Esta palavra dá-nos coragem para escutarmos a voz do bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas (cf. Jo 10,11), lembrando-nos que, não obstante as aparências, Jesus crucificado é o Senhor da História, e que Deus vem até nós na Pessoa do Filho, em todos os momentos da nossa vida. Ele é a testemunha fiel, ou seja, a palavra eficaz do Pai, o primogênito dos mortos, aquele que adquiriu com seu sangue um povo, purificando-nos dos nossos pecados. Com estes títulos Jesus pode aparecer com poder nas nuvens como juiz do universo: "Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que vem, o Todo poderoso".

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