Bauru e grande região

 
Kleber Santos

Nem James Bond resistiu ao coronavírus

12/07/2020 - 13h40

Por essa ninguém esperava. O até então invencível James Bond sofreu sua primeira grande derrota, justamente para um inimigo invisível: o coronavírus. Não, ele não foi infectado, mas o medo do contágio que fechou salas de cinema no mundo todo segurou o agente 007. O lançamento do novo filme 007 – Sem tempo para morrer, que já está pronto para exibição, teve sua data de estreia remarcada para 12 de novembro no Reino Unido e 25 do mesmo mês nos Estados Unidos. Em seguida, será liberado para os demais países, incluindo o Brasil. Com isso, toda a estratégia de marketing que estava sendo desenvolvida foi suspensa temporariamente.

007 na China

Um fato curioso é que a China, suposto local de origem da doença, é onde 007 faria a maior campanha de marketing para promover o filme. E não é para menos. O país asiático é a segunda maior bilheteria, atrás apenas dos Estados Unidos. Entretanto, por causa da Covid-19, cerca de 70 mil cinemas chineses foram obrigados a fechar, levando os produtores a segurarem o lançamento.

Se o vírus não tivesse dominado o mundo como um supervilão, o ator Daniel Craig estaria na China como parte da estratégia publicitária montada pelos estúdios MGM.

Despedida

Os filmes de Bond obtêm uma parcela significativa de seus lucros nos mercados internacionais. O último filme, 007 contra Spectre, faturou quase 700 milhões de dólares em cinemas no exterior, com mais de 84 milhões desse total vindo da China.

A expectativa é que o novo filme 007 – Sem tempo para morrer – que marca a despedida do ator Daniel Craig – deve faturar cerca de 1 bilhão de dólares em todo o mundo, e pelo menos 100 milhões virão do mercado chinês. Por enquanto, porém, o mais famoso agente secreto britânico terá de permanecer em quarentena, até que o vírus-vilão seja dominado.

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