Bauru e grande região

Kleber Santos

Eu tinha razão

26/04/2021 - 12h44

Se você deparasse com a pergunta: “Você deseja estar certo ou ser feliz?”, o que escolheria? A maioria das pessoas, apesar de ter as melhores intenções, autossabota a própria felicidade brigando com tudo e com todos, contanto que no final de uma conversa possa estufar o peito e encerrá-la com a frase clássica “eu tinha razão”.

Quando Satya Nadella se tornou CEO da Microsoft, em 2014, ele herdou uma empresa cuja cultura era conhecida por esse tipo de vaidade. Ali predominava a hostilidade, brigas internas e traição entre seus principais executivos.

Para mudar a situação, ele fez os membros de sua equipe de liderança lerem o livro Nonviolent Communication (Comunicação não violenta), escrito em 2003 pelo psicólogo Marshall B. Rosenberg.

Nadella distribuiu os exemplares em sua primeira reunião executiva. Era o sinal para que as equipes parassem com as disputas intermináveis com o único objetivo de demonstrar quem estava com a razão.

Assim, inaugurava-se um novo tempo na gigante da tecnologia, em que “ter razão” era algo secundário.

Compaixão

Em Comunicação não violenta, Rosenberg prega a compaixão e a empatia como pilares de uma comunicação eficaz e eficiente.

É importante observar que as lições daquele livro se aplicam muito além da sala de reuniões da Microsoft.

Rosenberg diz que bons comunicadores são capazes de separar suas observações dos julgamentos.

Por exemplo, a frase “Marcia trabalha além do normal” contém uma avaliação – trabalhar demais é subjetivo e, se Marcia ouvir tal enunciado, pode interpretá-lo como uma crítica e ficar na defensiva. Por outro lado, dizer que “Marcia passou mais de 60 horas no escritório esta semana” é uma observação sem qualquer julgamento.

Inclusão

Para a maioria de nós, é difícil fazer observações, especialmente das pessoas e de seu comportamento, que sejam livres de julgamento, crítica ou outras formas de análise. Por isso, esse é um hábito que somente a prática pode tornar natural. E é um caminho que deve ser percorrido por empresas que desejam aumentar o engajamento, a inclusão e a produtividade, sem esquecer a satisfação e o lado humano de seus colaboradores. Afinal, mais importante do que estar certo e ter razão é promover a harmonia e ser feliz.

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