Bauru e grande região

Reflexão e Fé

É LEGAL MATAR BEBÊS em formação NA ARGENTINA

Hugo Evandro Silveira Pastor Titular - Igreja Batista do Estoril. E-mail: [email protected]

10/01/2021 - 05h00

O Senado argentino aprovou em dezembro último, o projeto de lei da legalização do aborto para as primeiras 14 semanas de gestação. Ainda é ilegal assassinar mulheres e homens. É ilegal assassinar qualquer grupo étnico ou religioso. É ilegal assassinar imigrantes. É ilegal matar pobres e ricos. É ilegal até mesmo matar criminosos. É ilegal não garantir direitos humanos as pessoas - a menos que essas ainda estejam no útero. Por exemplo, agora na Argentina não é mais ilegal assassinar bebês em formação no útero, i.e., é legal matar bebês prematuros. Os bebês prematuros são os únicos indivíduos, em nome da modernidade condenados ao estado de subumanos, sem direito algum em boa parte do mundo, não só na Argentina, mas também na Suécia, Holanda, Suíça, Uruguai, e em mais dezenas de outros países. Hoje, os bebês na barriga da mãe são os membros mais vulneráveis da sociedade, os que mais sofrem mortes violentas. A "Worldometer", site de referência que monitora a população global, afirma que mais de 40 milhões de abortos foram realizados em todo o mundo só no ano de 2020. E em 2021 já estamos batendo em 1 milhão de assassinatos de bebês nas barrigas das mães. E logo elas, que deveriam, a priori, protegê-los.

O aborto é uma violação dos direitos humanos. Defendemos a ética de que bebês, mesmo ainda não nascidos, são gerados à imagem de Deus já na concepção, portanto, o aborto infringe o direito inalienável da vida. Entretanto, muitos cristãos, estão adotando "ideologias de justiça social", até mesmo inconscientes, minimizando os danos do aborto em defender aquela ideia contraditória do "proteger a mãe e ignorar o feto". É decepcionante que essa retórica esteja se tornando cada vez mais aceitável nos círculos cristãos, porque, afinal, o correto e honesto é ajudar e apoiar uma mãe em crise, contudo também resguardando a vida do bebê. Matar um bebê no ventre é a pior coisa que uma mãe poderia fazer, afinal, assassina seu filho(a) e certamente sofrerá com marcas profundas pelo resto de sua vida. Por isso, defendemos as duas máximas: Salvar a vida do bebê e Proteger a dignidade da mãe. O que não se deve fazer é despedaçar um corpo inocente de um bebê, membro a membro, jogar o seu frágil e pequeno cadáver no lixo e com isso demolir psicologicamente a mãe. Alguém já disse que esse tipo de raciocínio maldito é semelhante a defesa dos direitos de uma etnia em detrimento de outra. Proteger só um lado oprimido, sem levar em conta o outro tão esfacelado quanto; é um desvio que viola todos os direitos humanos, ou seja: "a fim de proteger a mãe, mata-se bebês inocentes" - qual a lógica? É uma clara violação dos direitos humanos. A vida é um direito a quem foi concebido, não um privilégio; logo, o aborto é uma injustiça, um crime hediondo, mesmo que legalizado por determinadas autoridades infames. Não devemos confundir o aborto apenas como um obstáculo social que arbitra em favor do direito de um lado, o da mãe, mas que do outro, mata o feto que se encontra no estágio de desenvolvimento intrauterino embrionário, inclusive já podendo ser observados seus bracinhos, perninhas, olhos, nariz e boca; a vida. Nesse caso, uma injustiça não é quando os poderes recusam-se a conceder privilégios a uma pessoa. Uma injustiça é quando os poderes recusam-se em assegurar o direito à vida e à liberdade. Por isso, nós, indivíduos - especialmente cristãos - devemos ajudar todas as pessoas vulneráveis a superar suas crises humanas, mas não devemos confundir os limites entre direitos e privilégios. O papel indiscutível de um governo é estabelecer direitos á todas as pessoas, incluindo bebês prematuros. Sendo assim, não podemos apaticamente, em nome do egoísmo materno pós-moderno, ignorar o assassinato de bebês prematuros.

Por fim, o sacrifício de bebês vem desde a antiguidade. As crianças eram oferecidas na idolatria a deuses pagãos e, hoje são oferecidas na idolatria do ego materno. A Bíblia de forma veemente condena o extermínio de crianças: "Levítico 18.21 e 20:2 ; II Reis 23.10 ; Jeremias 32.35 ; Mateus 19.14". A Bíblia ainda aponta para a vida existente já na concepção: "Salmo 139.13 ; Jeremias 1.5 ; Gálatas 1.15". Vale ressaltar que à luz da própria ciência e também da Bíblia, um feto ainda não nascido, mas em desenvolvimento dentro do ventre materno é um ser com vida em formação, onde toda a transmissão genética já foi recebida pelo embrião no exato momento da concepção, portanto, já é uma pessoa completamente distinta da sua mãe, seus cromossomos são únicos, já é um indivíduo singular, carente de proteção e exterminá-lo não é outra coisa, a não ser assassinato.

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