Bauru

Reflexão e Fé

Direitos humanos?

Hugo Evandro Silveira Pastor Titular - Igreja Batista do Estoril. E-mail: [email protected]

24/10/2021 - 05h00

Na IBE iniciamos o estudo do livro do Gênesis, o princípio das coisas: (https://www.youtube.com/channel/UCcwE37Z9d4A9k6MMK8yZ2AQ). O Gênesis em seus primeiros capítulos revela a criação. Fala do Deus poderoso e absolutamente inteligente que criou tudo o que existe, até a vida. E Deus o criador colocou o grande luzeiro (Sol) e o pequeno luzeiro (Lua) para marcar o dia e a noite e estabelecer as estações. Inclusive daqui alguns dias teremos mais uma virada de ano, e as pessoas continuam acreditando na magia da virada de ano. Irão soltar fogos, renovar desejos, festejar, beber e comer. Mas a passagem de ano não tem nada de magia, em nada a vida será renovada como um passe de mágica. As pessoas continuarão as mesmas, apenas mais velhas. Assim a virada de ano, nada mais é, que o período que Deus estabeleceu para início e término de um ciclo. No Gênesis aprendemos, portanto, que Deus criou a humanidade e tudo o que a regra, tempos, ciclos, começo e fim.

Sobre a humanidade, Jesus, o Cristo Filho do Deus vivo, ensinou que o maior mandamento é amar a Deus acima de todas as coisas e amar o semelhante como a si mesmo. Se lêssemos o Gênesis aprenderíamos que Deus nos criou a mesma raça, feitos a imagem e semelhança do Criador. Isso resolveria o grande problema da falta da reciprocidade humana.

Atualmente fala-se muito de direitos humanos. De onde vem essa ideia? Imaginemos que distintos da revelação bíblica, somos resultados de uma evolução biológica, consequências de uma mera célula que por milhões e milhares de anos evoluiu. Mas acontece que num processo de evolução natural, os seres em estado de evolução precisam competir. Uma das leis da biologia no campo da evolução é o conceito da seleção natural, resultando na sobrevivência do mais apto. Não é a sobrevivência do mais forte, mas do mais apto. Fosse o mais forte os dinossauros teriam sobrevivido e as lagartixas morrido. Logo, sobrevive o mais apto.

Hoje estamos aqui, no centro de uma explosão populacional. Na seleção natural cada ser tem que lutar para subir, para vencer, ganhar, ser o melhor. Num mundo onde as pessoas são mero resultado de uma evolução, onde os melhores se sobressaem, jamais um semelhante gostará genuinamente do outro, muito menos o amará como Jesus ordenou, ainda mais sendo um concorrente direto. Há uma rixa velada entre as pessoas e, mesmo sob a signa dos direitos humanos, quando o ego e as ambições estão em jogo as pessoas cometem as mais vis atrocidades contra o semelhante para alcançar seus objetivos. Os defensores da cartilha dos direitos humanos perdem a razão, quando os mesmos também acreditam que o ser humano é resultado de uma mera evolução de espécies, onde o mais apto, o mais preparado vence na roda da competição. O próprio Hitler, em sua malignidade, crente na teoria da evolução sob o conceito da seleção natural, quis promover a Eugenia, a seleção dos "melhores", sob as leis da genética, num tipo de "purificação da raça" - querer manter vivo os melhores, os mais aptos

A verdade é que o mundo, a sociedade atual, desde que abraçou a teoria da evolução, se tornou incoerente e convive com peso de consciência, e aí cria o movimento dos Direitos Humanos numa tentativa de atenuar os efeitos da 'máquina de moer gente' que a sociedade evolucionista se tornou. Não há nada de errado com os direitos humanos. Direitos e deveres humanos são corretos. Errado é o abuso e a distorção do Movimento dos direitos humanos. Modéstia a parte, a mensagem de Cristo é quem expõe de fato os Direitos Humanos. Desde o Gênesis aprendemos o significado do valor ao próximo, porque fomos feitos a imagem e semelhança de Deus o nosso Criador. Ali aprendemos que não importa quem seja o próximo, que não importa sua etnia, língua, religião, cor, posses, bens, nacionalidade, capacidade, aptidão, força, não importa nada, porque partimos da premissa de que todo indivíduo foi criado à imagem e semelhança de Deus e, por esse simples fato, devemos à todas pessoas, respeito, inclusive amor.

Para quem estuda a mensagem de Cristo, para quem estuda o Gênesis, logo percebe a responsabilidade de viver. No Gênesis transparece o sentido da humanidade criada à imagem e semelhança de Deus; ali aprendemos sobre o respeito a Deus, assim como ao nosso semelhante, e mais, aprendemos o padrão de sermos honestos com a vida recebida.

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