Bauru e grande região

Reinaldo Cafeo

Desemprego e informalidade

por JCNET

08/09/2019 - 06h00

O desemprego ainda é elevado. Mesmo com a queda para 11,8%, estão sem emprego 12,6 milhões de brasileiros. É a quarta queda seguida do desemprego. Contudo, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio aponta que cresceu o número de pessoas ocupadas na informalidade. São mais de 11,7 milhões de empregados no setor privado sem carteira assinada.

Recuperação do emprego: longo caminho

Para que o País efetivamente volte a gerar emprego formal, há um grande caminho pela frente. A roda da economia deu sinais de que voltou a girar, mas a velocidade ainda é baixa. Houve um alento com o crescimento de 0,4% no segundo trimestre, mas os números de agosto ainda serão ruins. Atualmente, produzimos quase 4,8% a menos do que produzíamos há 5 anos, portanto, na média, cada brasileiro está mais pobre. Este ano o crescimento da economia deve ficar abaixo do 1%, contudo, podemos projetar crescimento acima de 2% para o ano que vem. Se ocorrer o emprego voltará.

Famílias erram nas decisões financeiras

Em tempos de poucos recursos financeiros, é preciso ficar atento para não gastar seu dinheiro sem necessidade. As famílias cometem muitos erros na hora de tomar a decisão financeira. Um primeiro erro é não organizar as finanças da casa. Levar embolado o orçamento familiar leva ao desperdício de dinheiro. Outra questão fundamental é manter um valor reservado para emergências. Lembre-se que seu nome é o seu maior patrimônio, portanto, zele por ele. Não desperdice dinheiro.

Tiro no pé: cartão de crédito e cheque especial

Dados divulgados pelo Banco Central mostram que, nos 12 meses até julho, o saldo de operações com o rotativo do cartão de crédito entre as pessoas físicas subiu 13,3%. O saldo é de R$ 38,14 bilhões. Outra modalidade que apresentou alta no período foi o saldo do uso do cheque especial: 17% de crescimento. Tanto o rotativo do cartão de crédito como o cheque especial são as modalidades mais caras do mercado.

Juros acima de 300% ao ano

A média anual dos juros no cartão de crédito ultrapassa os 300%. No especial, esta taxa anual é superior aos 318%. Para exemplificar a dimensão deste patamar de juros o raciocínio é o seguinte: mil reais hoje atingirão mais de 4 mil reais em um ano. Aumenta em mais de 3 mil reais em 12 meses. São mais de 12% de juros ao mês. Um absurdo.

Modalidades mais baratas

Considerando que as famílias sofrem com o desemprego e que o dinheiro está curto, se precisar de empréstimo bancário, tanto o crédito consignado, como o penhor de joias e até o crédito pessoal tradicional são mais baratos do que se financiar no rotativo do cartão de crédito ou no limite do cheque especial. Saia das estatísticas dos que preferem se financiar no cartão e no cheque especial.

Mude já, mude para melhor!

Um trabalho em equipe, primando pela qualidade e pensando em todos os detalhes é valorizado e o retorno é certo. Quer fazer algo? Faça bem feito. Sempre é tempo para mudar, mude já, mude para melhor!

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