Bauru e grande região

 
Reinaldo Cafeo

Prévia do PIB: (-) 9,73% em abril

21/06/2020 - 05h00

O IBC-Br (Índice da Atividade Econômico do Banco Central), que é considerado a prévia do Produto Interno Bruto brasileiro apresentou queda expressiva em abril se comparado ao mês anterior: (-) 9,73%. É o segundo tombo consecutivo posto que em março este índice apresentou queda de 5,9%. Vale destacar que o mês de abril foi um mês "cheio" no tocante a paradeira das atividades econômicas, portanto, este é o tamanho do buraco provado pela pandemia do novo coronavírus, a Covid19. Consequências sérias para todos. Tempos difíceis.

Queda na Selic: fim da renda fixa?

Não chega a ser o fim da renda fixa, mas a rentabilidade média desta modalidade com a taxa Selic em 2,25% ao ano, será muito baixa. A caderneta de poupança, por exemplo, passou a render 0,13% ao mês. O CDI - Certificado de Depósito Interfinanceiro, referência da renda fixa passou a render 2,17% ao ano bruto (sem descontar o imposto de renda) tendo como taxa equivalente ao mês 0,17%, também bruto. Quem aplicar, por exemplo, R$ 10.000,00 em renda fixa e conseguir 100% do DI terá rendimento líquido (descontado o imposto de renda) após 12 meses de algo em torno de R$ 179,00 (alíquota de 17,5% no IR). Quase R$ 15,00 por mês. Já na caderneta de poupança, o mesmo montante aplicado por 12 meses renderá R$ 157,50. Míseros R$ 13,12 por mês.

Juros reais pífios

Para quem já remunerou seu dinheiro no passado em 3 a 5 pontos percentuais acima da inflação a realidade atual é que o ganho agora será muito baixo. O mercado projeta inflação na ordem de 1,6% para este ano. O ganho real, acima da inflação, ficará abaixo de 0,2% (líquido) ao ano para renda fixa, isso se o investidor conseguir 100% do DI, e será negativo para quem aplicar na caderneta de poupança.

E a renda variável?

Seria a saída natural caso as coisas estivem "normais", contudo, neste "novo normal" provocado pela pandemia da Covid19 as incertezas se acentuam. Muita gente foi para renda variável e foi surpreendida com o impacto gerado pela pandemia. Quem não sacou suas aplicações ainda não recuperou tudo que perdeu. Se você é daqueles que pensa no longo prazo e consegue abstrair o noticiário geral no curto prazo, pode ser o caminho para trazer retornos maiores ao seu dinheiro. Se for leigo em finanças procure ajuda profissional.

E os empréstimos?

O setor bancário está sem apetite para emprestar. O receio de não receber, posto que as empresas e as famílias estão apertadas devido a paradeira, faz com que os bancos somente emprestem para quem oferece garantias e foi pouco afetado pela crise atual. As taxas de juros, mesmo com Selic menor, não caíram como era esperado. Crédito imobiliário e financiamento de automóveis são duas modalidades que podem observar juros menores As demais modalidades, pouca alteração.

Mude já, mude para melhor!

Qual aprendizado você tem absorvido nestes tempos difíceis em que o isolamento e o distanciamento social têm sido a tônica no dia a dia? Não parou para refletir? Não está aproveitando para promover mudanças em sua vida pessoal e profissional? Fica a dica: não deixe de crescer como ser humano nestes tempos difíceis e de isolamento. Observe tudo e valorize cada minuto de sua vida. Sempre é tempo para mudar, mude já mude para melhor!

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