Bauru e grande região

 
Reinaldo Cafeo

Efeito Covid19: desemprego Brasil

05/07/2020 - 05h00

Como era previsto o isolamento e distanciamento social, forçando a redução do ritmo da atividade econômica, provocaram demissões em massa. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, ou seja, aqueles que trabalham na formalidade, apontou que em nível Brasil o saldo entre admissões e demissões acumulou até maio deste ano (-) 1.144.875. Os meses de março, abril e maio, ápices da pandemia, foram negativos, eliminando todo saldo positivo de janeiro e fevereiro.

Mais estatísticas

O desemprego atingiu o patamar de 12,9% da população economicamente ativa, representando cerca de 12,6 milhões de pessoas na fila do emprego. O trimestre terminado em maio apresentou recuo no nível de emprego na ordem de 7,8 milhões de pessoas se comparado ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano. Pela primeira vez na história o País menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada. São 30,4 milhões de trabalhadores subutilizados.

E em Bauru?

O saldo em cinco meses em Bauru é de (-) 2,614 postos de trabalho. Janeiro deste ano apresentou resultado positivo de 241, com o pico de saldo positivo em fevereiro representando 1.255, tendo ainda março com pequeno saldo positivo de 54 postos de trabalho de criados, vindo o tombo em abril com (-) 3.106, ficando maio com (-) 1.058.

Comércio é o mais afetado

Como a matriz econômica de cidade está alicerçada no setor terciário da economia que abriga o comércio e serviços, ambos acumulam perda de 1.910 postos de trabalho, sendo que deste total o comércio representa 70% e os serviços 30%. A indústria amarga saldo negativo de 860 postos de trabalho em cinco meses, a agropecuária (-) 3, salvando-se somente a construção civil com 159 postos, não obstante no recorte de maio este setor ter observado saldo negativo de 329 vagas.

Os sinais do mercado acionário

Apesar das incertezas no tocante a retomada econômica mundial, o mercado acionário brasileiro está dando sinais de dias melhores. No fechamento do primeiro semestre, encerrado em 30 de junho, a Ibovespa (principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo) acumulou perda de 17,8%, contudo, quando o recorte é do segundo trimestre deste ano, o quadro muda: alta de 31%. Considerando que a renda fixa indica ganhos na casa dos 2% ao ano, quem quiser rendimento maior terá que correr algum risco.

Imóveis: bom momento

Na análise do tripé do poupador: liquidez, rentabilidade e segurança, investir em imóveis permite contemplar duas variáveis - rentabilidade e segurança. A rentabilidade vem do fato de o mercado estar estocado, portanto, oferta maior com menor demanda, os preços caem. Sabendo o momento da venda, o retorno virá. A segurança vem do fato de ser um investimento que é materializado, ele existe fisicamente. O problema está na questão da liquidez: se precisar fazer dinheiro rapidamente sacrificará valor.

Mude já, mude para melhor!

O que esperar da vida em momentos de incertezas? Ficar angustiado? Jogar a toalha? Não! É o momento de crescer como ser humano. Observar tudo que abrimos mão neste período e dar valor ao que verdadeiramente interessa. Quem não souber tirar proveito deste momento para melhorar sua qualidade de vida, não entendeu tudo que fomos obrigados a passar e terá sido em vão todo sacrifício praticado. Sempre é tempo para mudar. Mude já, mude para melhor!

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