Bauru e grande região

 
Reinaldo Cafeo

Retomada econômica

16/08/2020 - 05h00

Considerando a retomada gradativa dos negócios, com a flexibilização praticada nas diversas regiões do País, é possível avaliar que o fundo do poço ficou para trás, e que o pior mês do ano foi mesmo abril. Não obstante esta constatação, considerando que queremos descomplicar a economia, alerto que a base de comparação dos indicadores atuais é precária, portanto, por mais o número seja elevado, na prática ele será comparado com um base que está longe de ser a ideal. Para ilustrar essa questão, considere que no ano passado a economia brasileira produzia 100 moedas e que durante a pandemia caiu para 80 moedas. Os indicadores atuais serão comparados não com as 100 moedas do ano passado e sim com as 80 moedas atuais. Isso posto, vamos aos números.

Varejo: alta de 8% em junho

As vendas no varejo brasileiro apresentaram avanço de 8% na comparação com o mês de maio, segundo dados do IBGE. É o segundo mês de alta, sendo que maio apresentou alta de 14,4%. A má notícia é que este crescimento não é uniforme. O crescimento foi puxado por material de construção, móveis, eletrodomésticos e supermercados. Para confirmar a precariedade no tocante a base de comparação, se a análise for por trimestre, o segundo trimestre deste ano apresenta perdas de 7,8% sobre o primeiro trimestre. No semestre a queda é de 3,1% sobre idêntico período do ano passado. Vale destacar que menos empresas estão operando no varejo, ou seja, mercando ficou concentrado.

Serviços: alta de 5% em junho

O volume de serviços do Brasil voltou a crescer em junho depois de quatro meses de quedas. O afrouxamento do isolamento social foi o motivo deste fraco desempenho. Já em junho, houve alta de 5% se comparado ao mês de maio (dados do IBGE). O resultado dos quatro meses anteriores ainda é decepcionante: (-) 19,5%. No comparativo entre trimestres a queda do segundo trimestre em relação ao primeiro a queda é de 15,4%.

Retomada em U

Mesmo com os números melhores no tocante ao desempenho econômico dos meses mais recentes, o indicativo ainda é que a recuperação econômica se dará em U. Se fosse em V, a velocidade da retomada econômica seria maior. Em U, há crescimento, mas não recupera toda a perda. Alguns eventos no varejo podem contribuir para melhoria no consumo das famílias e auxiliarão na recuperação: a semana Brasil em setembro, o dia das crianças em outubro, a Black Friday em novembro e o Natal em dezembro. O que pega neste momento é o achatamento na renda das famílias. Os juros mais baixos terão pouco reflexo no consumo. Vamos acompanhar

Austeridade fiscal

Fiquemos atentos em relação ao movimento de parte da classe política indicando a ampliação do estado de emergência em vigor no Brasil por conta da pandemia do novo coronavírus. Não obstante o momento grave do País, com o aumento do número de miseráveis, muitos políticos querem usar o "liberou geral" nos gastos públicos para projetos pessoais de poder. A austeridade fiscal é um dos pilares para retomada da confiança na economia. Aventuras de curto prazo não podemos comprometer a sustentação econômica de longo de prazo. Redobremos a atenção.

Continue focado no caixa

Mais da metade do ano já ficou para trás. Com a pandemia a renda caiu, portanto, é imprescindível que o foco seja o caixa de sua casa. De olho nos gastos e tente manter uma reserva para emergência. Quem faz isso melhora qualidade de vida.

Mude já, mude para melhor!

A felicidade é construída nos pequenos detalhes. Uma emoção vinda do coração, um pequeno gesto de solidariedade, e até mesmo um bilhete para alguém demonstrando seu carinho, são capazes de mudar seu dia. Busque a felicidade nos detalhes. Mude já, mude para melhor!

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