Bauru e grande região

 
Reinaldo Cafeo

Prévia do PIB: economia cresce 1,06% em agosto

18/10/2020 - 05h00

O índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto brasileiro, apresentou alta de 1,06% em agosto na comparação com julho deste ano. No comparativo com o mesmo mês do ano passado há contração de 3,92%, acumulando em 12 meses recuo de 3,09%. Analisando o desempenho deste ano, portanto, no acumulado de oito meses, o índice registra baixa de 5,44%.

Como é calculado o IBC-Br

A finalidade do IBC-Br é de servir de base para os agentes econômicos estabelecerem suas estratégias de curto prazo. É uma estimativa do PIB. Nem sempre o resultado é o mesmo. O Indicador do Banco Central leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores dos setores da economia: agropecuária, indústria e comércio. Na projeção do IBC-Br além da produção estimadas dos setores da economia são acrescentados os impostos dos produtos. No caso do PIB, o cálculo é realizado pelo IBGE somando todos os bens e serviços produzidos no País. Como é um cálculo mais completo e complexo a divulgação do IBGE tem prazo mais elevado.

Serviços em alta, mas não repõe as perdas

Dados divulgados pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, indicam que o setor de serviços no Brasil avançou 2,9% em agosto se comparado ao mês de julho deste ano. É a terceira alta consecutiva, acumulando 11,2% entre junho e agosto. Como as perdas provocadas pela pandemia do novo coronavirus entre fevereiro e maio totalizam 19,8%, este setor da economia ainda não repôs o volume de vendas perdido. O tamanho da queda fica mais evidente quando o mês de agosto deste ano é comparado com o mesmo mês do ano passado: recuo de 10%. Em doze meses acumula queda de 5,3%.

Análise setorial

Na análise de agosto quatro dos cinco setores pesquisados pelo IBGE apresentaram resultados positivos, com destaques para: serviços prestados às famílias, com alta de 33,3%, no caso, restaurantes e hotéis puxaram o índice. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios avançaram 3,9%. Diferentemente do que vem ocorrendo com o comércio e indústria, o setor de serviços vem apresentando recuperação lenta. A dificuldade de atender presencialmente é o principal motivo para esta lentidão.

As previsões do FMI para o Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) atualizou suas previsões para economia brasileira: recessão de 5,8% se comparado ao ano passado. O FMI está mais otimista quando ao desempenho econômico brasileiro. O patamar atual é 3,3 pontos percentuais menores do que a última previsão divulgada em junho deste ano.

E o mundo?

O Fundo estima ainda que a retração mundial será de 4,4% neste ano, abaixo da previsão anterior que apontava para queda na geração de riquezas de 5,2%. A revisão mais otimista leva em conta o desempenho do segundo trimestre deste ano que veio melhor do que era esperado. A China, por exemplo, saltou de 1,0% para 1,9% neste ano. Os Estados Unidos tiveram seu número revisto de (-) 8% para (-) 4,3%.

Ganhadores e perdedores

Na prática cada economia está tentando tirar proveito do mercado como é possível. O Brasil, por exemplo, tem no consumo das famílias seu vetor de crescimento, neste particular, o auxílio emergencial para as famílias carentes é uma das variáveis que alicerçam a recuperação econômica. Vale lembrar que no caso brasileiro dados mais recentes o mercado aponta para queda do PIB de 5,03%, portanto, inferior as projeções do FMI. Na prática o mundo terá ganhadores e perdedores, sendo que, quanto mais maduras as economias, mais rapidamente recuperarão o tempo perdido.

ACIB - Associação Comercial e Industrial de Bauru

Quero agradecer aos Associados e Diretoria da ACIB pelo confiança me concedendo mais dois anos de mandato como Presidente da Entidade. Ano de aprendizado e muitos desafios pela frente. Confiante em inovar e cooperar. Grato a todos.

Mude já, melhor para melhor!

O mais cômodo e fácil é se omitir e não se comprometer com as causas importantes. Dedicar tempo para causas coletivas faz toda diferença. Sempre é tempo para mudar. Mude já, mude para melhor!

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