Bauru

Reinaldo Cafeo

País cria 280 mil vagas formais em maio

04/07/2021 - 05h00

O Ministério da Economia divulgou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e apontou que o saldo entre contratações e demissões de empregados com carteira assinada foi positiva em 280 mil vagas em maio. O resultado mostra que são 38,2% a mais de admissões e 2,5% a menos de desligamentos na comparação entre os 5 primeiros meses deste ano com idêntico período do ano passado. Em número absolutos, em maio deste ano, foram 1,54 milhão de admissões e 1,26 milhão de desligamentos.

Mas o desemprego é recorde

Já dados do IBGE no tocante ao desemprego no País aponta para manutenção do recorde histórico, atingindo 14,7% da população economicamente ativa. São mais de 14,8 milhões de brasileiros em busca de uma ocupação.

Contradição?

Não há contradição entre as duas informações. O CAGED traz dados do emprego formal, com carteira assinada, já o IBGE aponta quem busca uma ocupação. Assim, constatar que há geração de emprego formal é positivo, mas o grosso da população quer se manter ocupada no mercado de trabalho e não está conseguindo. A distância é enorme: saldo positivo de 280 mil vagas versus 14,8 milhões de desempregados.

Montanha russa ao contrário

Infelizmente o desemprego funciona como montanha russa ao contrário. Sobe muito rapidamente e cai muito lentamente. A pré-condição para gerar emprego é a economia crescer. Há otimismo para este segundo semestre, mas também há um longo caminho até que o desemprego cai substancialmente.

Medidas do governo para impulsionar o emprego

Na tentativa de dar velocidade na geração de emprego, o ministro da economia, Paulo Guedes, anunciou que trabalha em duas medidas adicionais para impulsionar o mercado de trabalho. Uma delas é programa de treinamento de trabalho direcionado para jovens de 18 a 28 anos. Esta faixa etária responde por 40% do desemprego no País. A ideia é oferecer novas formas de contratação do jovem no mercado de trabalho para que ele adquira experiência e melhore as chances de empregabilidade. Outra ideia é tornar possível a política de flexibilização de salário permanente com o seguro-desemprego. A intenção é mudar o funcionamento do seguro-desemprego e, em vez de oferecer o auxílio desemprego para as pessoas desligar, oferecer um auxílio para incentivar as empresas a contratarem por mais tempo o funcionário.

Inflação do aluguel desacelera

Foi divulgado o IGP-M da FGV e o índice desacelerou tendo alta de 0,60% em junho. O mês passado o índice subiu 4,10%. Vale lembrar que este é um importante indexador, que reajusta vários contratos, entre eles os de aluguéis. Em 12 meses o acumulado ainda é alto: 35,75%. Tem reajuste de aluguel em julho? Negocie um patamar menor. Proatividade, portanto.

Segundo semestre: revise o orçamento doméstico

O primeiro semestre já ficou no passado. Temos aí mais 6 meses pela frente e os desafios não serão poucos. A boa notícia é que a projeção de desempenho da economia brasileira é boa. Projeta-se crescimento econômico acima de 5% para o ano fechado. Isso quer dizer que o desempenho da economia será forte neste semestre. Mesmo com esta perspectiva fique atento ao orçamento doméstico.

Discuta com a família

Com os dados de sua renda e seus gastos, reúna a família e discuta as estratégias até o fim do ano. Levante os gastos essenciais, aqueles sem os quais você não vive. Também liste os gastos com supérfluos. Coloque na projeção do orçamento uma reserva financeira, neste caso, pelo menos 15% da sua renda líquida. Discutindo tudo isso com os membros da família você terá o que chamar de cumplicidade e tudo fica mais fácil. Os princípios são: planejar, executar e avaliar.

Mude já, mude para melhor!

A toxidade das pessoas é proporcional a sua insegurança e desejo de impor suas ideias. Cuidado com o canto da sereia. Sempre é tempo para mudar. Mude já, mude para melhor! Excelente semestre a todos.

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