Bauru

Reinaldo Cafeo

Banco Mundial e o PIB do Brasil

10/10/2021 - 05h00

O relatório semestral sobre a América Latina e o Caribe divulgado pelo Banco Mundial revisou a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil. Para este ano aponta crescimento de 5,3%. Para o ano que vem 1,7% e para 2023: 2,5%. Anteriormente as previsões eram as seguintes: 2021: 3,0%; 2022: 2,5% e 2023: 2,3%. Considerando o conjunto de países da América Latina e Caribe o crescimento médio previsto é de 6,3% para este ano, 2,8% para o próximo ano e 2,6% para 2023.

Brasil: terceiro trimestre complicado

Considerando os dados recentes dos vários setores da economia o PIB do terceiro trimestre aqui no Brasil pode crescer menos do projetado anteriormente. As vendas do comércio varejista caíram 3,1% em agosto na comparação com julho de 2021. Os gargalos nas cadeias de suprimentos e a crise hídrica-energética preocupam e deprimem a atividade industrial. Problemas na oferta de matérias-primas e elevação significativa dos custos vêm reduzindo os níveis de produção em diversas cadeias manufatureiras. O setor de serviços é único que dá sinais positivos.

Como Banco Central reagirá?

De um lado a inflação precisa ser controlada, de outro lado é preciso criar condições para que a economia ande. Diante deste dilema, pode ser que o aperto monetário iniciado pelo Banco Central brasileiro seja menor do que o esperado. Em outras palavras, descomplicando a economia, os juros poderiam subir para controlar a inflação, atingindo até mesmo 2 dígitos, mas se o crescimento econômico vier menor do que o projetado, a política monetária pode ser menos restritiva. Vamos acompanhar.

Estagflação?

Este termo econômico ganhou força nos últimos dias. A estagflação é um estágio da economia que combina inflação elevada, desemprego alto e recessão econômica. Dos três indicadores, dois deles estão presentes na economia: inflação e desemprego elevados. A recessão se dá quando mais de dois trimestres há retração na economia, o que não é o caso. Mesmo com esta constatação não há dúvida que é preciso que a equipe econômica aja na direção de reduzir a pressão inflacionária, criando um ambiente de negócios com menor nível de risco, estimulando os investimentos produtivos, com isso gerando emprego e renda. O foco deve ser este.

Bitcoin em alta

Mesmo estando em andamento a proibição de transações com criptomoedas na China, com impacto mundial, o bitcoin avançou 30% nos últimos dias. A leitura é que as criptomoedas parecem ganhar força em Wall Street como uma classe de ativos independente. O valor de um bitcoin ultrapassou os US$ 50 mil.

Compro ou não compro?

Não obstante a boa valorização vá com calma, afinal o momento da compra de qualquer ativo é na baixa e não na alta. Mas vale a pena testar este mercado. Comece com um valor pequeno, não comprometendo o montante de sua liquidez. Há plataformas como a Binance que são muito amigáveis e fáceis de operar.

Investimento em ações

A bolsa brasileira está com elevada volatilidade. Questões econômicas e políticas estão tirando o apetite dos investidores em renda variável, como é o caso do mercado de ações. De um lado há perda de rendimento, por outro, abre uma janela de oportunidades. Muitas ações estão com o preço muito abaixo de seu valor justo e no longo prazo podem trazer bons retornos. Busque orientação de especialistas e considere canalizar parte de seus recursos para o mercado de ações.

Cartão de crédito

Os juros do cartão de crédito continuam salgados, atingindo em algumas operadoras até 15% ao mês. Esqueça o limite de seu cartão e calcule o quanto efetivamente você consegue honrar, pagando a fatura integralmente. Em hipótese alguma use o rotativo do cartão e evite pagar esta exorbitante taxa de juros.

Mude já, mude para melhor!

Quando tudo parece sair do controle, é hora de respirar fundo, silenciar, meditar e se encher de pensamentos positivos. Com força e determinação, virá a superação. Tenha certeza de que as coisas sempre mudam. Mude já, mude para melhor!

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