Bauru

Reinaldo Cafeo

Preocupação com o PIB do quarto trimestre

19/12/2021 - 05h00

Os dados de desempenho da economia brasileira no mês de outubro, primeiro mês do último trimestre do ano, vieram negativos. O setor de serviços apresentou queda de 1,2%, no setor industrial a queda foi de 0,6% e o varejo recuou 0,1%. Estes fracos desempenhos foram captados pelo IBC-Br (cálculo do Banco Central), considerado a prévia do PIB, que veio negativo em 0,40%. Para o ano o crescimento está garantido, mesmo porque a comparação é com o ano passado, base precária, contudo, entramos nesta reta final deste ano com dois trimestres em queda, caracterizando recessão técnica.

Ata do Copom

O Comitê de Política Monetária divulgou a ata da reunião que elevou a taxa básica de juros no Brasil para 9,25%. Ali o indicativo é que os juros podemos subir novamente na próxima reunião, em fevereiro do ano que vem.

Qual será o tamanho da alta?

Considerando inflação de dois dígitos, projetar alta de 1,5 ponto percentual para os juros na próxima reunião do COPOM, seria factível, contudo, se o fraco desempenho da economia em outubro se repetir em novembro e dezembro, o reajuste pode ser menor. Agora é hora de acompanhar os indicadores econômicos para ter mais segurança nas projeções.

Em 2022 o PIB poderá ser igual a deste ano

Se as previsões se confirmarem, o volume de riqueza a ser gerado o ano que vem deve ser idêntico a deste ano. As projeções indicam crescimento da economia entre 0% e 0,5%. Como este patamar é descontado a inflação, teríamos um crescimento nominal na ordem de 5%, previsão para a inflação oficial do ano que vem. Não é o desejado, mas não também pouca coisa. Somente com aumento forte dos investimentos é que este quadro será outro. Vamos acompanhar.

Segunda parcela do décimo terceiro: dia 20

Para quem ainda não recebeu a segunda parcela do décimo terceiro a legislação estabelece para iniciativa privada a data limite do dia 20 de dezembro, portanto, até amanhã. Vale lembrar que o valor desta parcela será menor do que o valor da primeira parcela, pois virá com os descontos previdenciários e do imposto de renda quando tiver a incidência (depende do nível de renda do trabalhador). A dica: se puder não mexer neste dinheiro você criará uma reserva financeira para enfrentar os gastos de início de ano. Faça um esforço.

Deixe um espaço na agenda para o balanço financeiro

Entre as várias tarefas de fim de ano sugiro que deixe um espaço na agenda para fazer o balanço financeiro de sua casa. Seria importante que a data de corte fosse dia 31 de dezembro. Faça o seguinte: de um lado elenque o que você tem. São exemplos: saldo bancário, uma aplicação financeira, um imóvel, um carro, enfim, tudo que lhe pertence mesmo que não ainda esteja quitado. Apure quanto valem todos estes bens (ativos) no mercado. Não desconte eventual financiamento. Isso fará parte de seu passivo. Do outro lado coloque tudo que você deve. São exemplos: fatura aberta do cartão de crédito, a soma das prestações de um financiamento qualquer, o saldo devedor do financiamento da casa própria, enfim, tudo que constituem seus compromissos financeiros com terceiros. Esses são seus passivos. A diferença entre ativos e passivos, é a sua situação líquida, o seu verdadeiro patrimônio.

Criando ou destruindo valor?

Com seu patrimônio apurado agora ficará fácil de periodicamente você avaliar se ele cresce, portanto está criando valor, ou se ele caiu, ou seja, destruindo valor. Faça isso pelo menos a cada três meses. Suas escolhas é que definirão se sua vida financeira prospera ou se você sempre anda para trás. Vale à pena apurar.

Mude já, mude para melhor!

Solidariedade, talvez esta seja a palavra de ordem na reta final deste ano. A pandemia elevou consideravelmente o número de miseráveis na cidade, e cada um de nós precisa fazer a sua parte. Os mais afortunados precisam repartir um pouco do muito que conseguiram. Seja solidário, sempre! Mude já, mude para melhor!

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