Bauru

Reinaldo Cafeo

A hora de renda fixa

22/05/2022 - 05h00

A inflação se instalou nas principais economias do mundo. Dos Estados Unidos, passando pela zona do euro, passando pela Argentina e chegando no Brasil, é fato que o desequilíbrio entre oferta e procura tem elevado os preços. Começou com a pandemia (menos ofertantes) e se potencializou com o conflito entre Rússia e Ucrânia. Inflação elevada tem exigido forte atuação dos Bancos Centrais, que optaram por elevar a taxa de juros. Com juros mais elevados para atraírem os investidores para Títulos Públicos, a renda fixa tornou-se atrativa, portanto, os rentistas migraram para esta modalidade. Com aversão a risco, cai a remuneração da renda variável, como o mercado acionário e de criptomoedas.

Caderneta de Poupança, não!

Dentre as opções de renda fixa a caderneta de poupança é uma das piores opções. O rendimento é 70% da taxa Selic, porém, quando a Selic ultrapassa os 8,5% ao ano, a remuneração fica em 0,5% ao mês acrescida da TR. Como atualmente a taxa Selic está em 12,75% ao ano, prevalece a segunda opção. O rendimento deve atingir algo próximo a 7% ao ano. Observem que um Título Público renderá, ao ano, bruto, 12,75%, e mesmo considerando o imposto de renda (poupança é isenta), será ainda em torno de 3,5 pontos percentuais superior. Aqui é preciso sair da zona de conforto.

No Brasil o dólar flutua

O Brasil pratica o regime de taxa flexível ou flutuante para definir a cotação do dólar. Com isso a cotação da moeda estrangeira será definida pelo mercado. Se houver mais demanda do que oferta da moeda estrangeira, a cotação se eleva, caso contrário, cai. Isso permite proteger as reservas cambiais, pois as perdas e ganhos serão dos operadores do mercado.

Dólar fixo

A alternativa ao câmbio flutuante seria o câmbio fixo. Se este regime fosse adotado quem bancaria o jogo seria o governo. Como assim? Imagine que a Autoridade Monetária brasileira fixasse a cotação do dólar em R$ 4,00, por exemplo. Para não perder a credibilidade e nenhum agente econômico colocar em dúvida se esta cotação seria a justa, a de equilíbrio, toda vez que houvesse demanda por dólar, a oferta deveria ser na quantidade demandada e pelo valor de R$ 4,00. Para que isso efetivamente ocorresse, as reservas cambiais brasileiras teriam que ser robustas e o desempenho econômico interno deveria ser dentro da normalidade. Vale lembrar que não emitimos dólares, portanto, para atender toda demanda do mercado e o preço do dólar não se alterar, teríamos que estar muito estocados com moeda estrangeira. Não vale a pena este modelo de controle cambial. A Argentina fez esta opção e se deu mal.

Quando o Banco Central entra no mercado?

Apesar de o câmbio ser flutuante e flexível, o Banco Central deve intervir neste mercado toda vez que ocorre um comportamento desordenado, ou seja, quando há fortes oscilações tanto para cima como para baixo. É a chamada volatilidade. O Banco Central tanto pode vender dólar no mercado à vista, ou emitir títulos cambiais.

Títulos cambiais?

Sim. Se um dos motivos para o investidor comprar dólares é proteger seu dinheiro quanto à elevação da cotação, o governo oferece títulos que rendem a variação do dólar mais uma taxa de juros. Com isso o Banco Central brasileiro não precisa mexer em suas reservas cambiais. São denominados de swaps (troca) cambiais. O comprador destes títulos pode optar por receber em reais ou em dólares. Em resumo: ofertando dólares ou títulos cambiais os demandantes são atendidos e a cotação do dólar tende a ficar mais baixa.

Mude já, mude para melhor!

Em todas as épocas do ano, a solidariedade é importante, mas quando o frio chega nosso coração deve estar ainda mais aberto. É pensar no próximo, é querer o bem do próximo é ser solidário. Faça sua parte neste inverno, doe agasalhos. Mude já, mude para melhor!

 

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