Bauru e grande região

 
Wagner Teodoro

Mesmo roteiro

13/09/2020 - 05h00

O futebol na Europa vai iniciando a temporada 2020/21. E o roteiro nas grandes ligas é o mesmo de anos anteriores. O desafio às potências. Alguns campeonatos nacionais mostram um nível de hegemonia tão grande que se tornaram absolutamente previsíveis. São casos da Alemanha e Itália, além da França. Muito se debateu, recentemente, sobre possível processo de "espanholização" do futebol brasileiro, referência à Espanha, onde Real Madrid e Barcelona se revezam levantando as taças, como exemplo de falta de competitividade e de como isso poderia ser prejudicial.

Imagine algo parecido com o que o Bayern de Munique faz na Alemanha ou a Juventus, na Itália. O time da Bavária, atual campeão continental, vem de oito títulos nacionais consecutivos. Já a Velha Senhora foi além e tem nove canecos seguidos. Aliás, o grande projeto da Juve é repetir o Bayern e levar seu domínio caseiro para a Liga dos Campeões. Na França, dos últimos oito Nacionais, o Paris Saint-Germain ganhou sete.

Na Inglaterra, o mais competitivo campeonato europeu, os times a serem batidos são o Liverpool e o Manchester City. Para isso trabalham os outros integrantes do Big Six, Manchester United, Chelsea, Arsenal e Tottenham. De longe a Premiere League é o melhor nacional do Velho Continente. Muito mais competitivo do que as outras ligas, elenco estelares e jogos que raramente decepcionam. Tudo, claro, ancorado em orçamentos milionários.

O Chelsea, que sonha voltar a ser dominante, foi o clube mais ávido no mercado, gastando astronômicos 200 milhões de libras (R$ 1,4 bilhão). Destaque para as contratações do zagueiro brasileiro Thiago Silva, dos atacantes alemães Timo Werner e Kai Havertz e do lateral britânico Ben Chilwell. Arsenal e Tottenham não ficaram parados e, mesmo gastando menos, trataram de turbinar seus elencos. Os Gunners, inclusive, tiraram o meia brasileiro Willian do Chelsea. Pelos elencos e continuidade, Liverpool e City ainda seguem favoritos, mas "subiu o sarrafo".

Contagem regressiva

E o Noroeste entra na reta final de sua preparação para a retomada da Série A3. No próximo sábado (19), em Bauru, será momento de reiniciar a luta pelo acesso, paralisada há seis meses. O clube, que teve como principal perda Fabrício, atacante de referência e um dos artilheiros da Terceirona deste ano, confirmou as contratações dos atacantes Fidel Rocha e Lucas Shallon, além dos zagueiros Nicola e Maycon.

Avaliados pela comissão técnica, foram aprovados. Fidel pode ser incumbido de assumir o comando do ataque alvirrubro, substituindo o matador Fabrício. Sem oportunidade de fazer amistosos, a partir do duelo com o Comercial, o Norusca terá quatro rodadas para readquirir ritmo de jogo e recuperar entrosamento para o momento decisivo do mata-mata. Com a base do elenco e comissão técnica mantidas, a probabilidade é seguir como um dos fortes candidatos à promoção.

US Open histórico

A edição de 2020 do US Open - que teve título de duplas masculinas para o Brasil, com Bruno Soares, em parceria com o croata Marte Pavic - é histórica por todo o contexto de pandemia de coronavírus que a envolve, com ausência de jogadores importantes e até pela eliminação esdrúxula de Novak Djokovic, que em um momento de explosão atingiu involuntariamente com a bola uma árbitra de linha e acabou de favorito disparado a "defenestrado" do Grand Slam estadunidense. Mas o que é mais marcante neste torneio é o fim de uma era ou o começo de outra. Pela primeira vez no masculino, um Grand Slam será vencido por um jogador nascido a partir dos anos 1990.

A final entre o austríaco Dominic Thiem e o alemão Alexander Zverev rompe um tabu entre os homens há muito tempo pulverizado no feminino. Thiem, nascido em 1993, e Zverev, que nasceu em 1997, findam domínio de veteranos, sobretudo do "Big Three" Roger Federer, Rafael Nadal e do próprio Djokovic, que involuntariamente pode ter contribuído para quebra da escrita. Federer e Nadal, aliás, são duas das importantes ausências em Nova York. Mais um fator que pode ter "facilitado" para os mais novos. Escrevo este texto antes da final e o campeão ainda é desconhecido. Mas ele, seja qual dos dois for, representa a nova geração.

Ler matéria completa