Bauru

Wagner Teodoro

Alívio imediato

12/09/2021 - 05h00

O anúncio do desligamento de Daniel Alves do elenco do São Paulo veio na esteira de uma série de equívocos dignos de um manual do que não se fazer na administração de um clube. A contratação foi efetuada em momento no qual as finanças do São Paulo estavam comprometidas. Era um gasto que não cabia no orçamento. Mais um erro da gestão Leco. Mas havia a intenção de custeio de um salário de aproximadamente 1,5 milhão de reais com um plano de marketing envolvendo o jogador. Daniel chegou como estrela, mas nos dois anos que se seguiram houve a pandemia de coronavírus, retração de investimento no futebol e endividamento do clube com o atleta, pois o plano ficou somente como plano.

Em campo, Daniel Alves entregou muito menos do que o esperado. Foi importante, mas não a referência técnica e pouco teve do líder que poderia ser. E fora dele apareceu bem mais do que deveria. Acabou se envolvendo em polêmicas e ganhando a antipatia de boa parte da torcida. O fim da história caminha para um alívio imediato para ambas as partes. Com a rescisão que ainda depende de acordo, Daniel Alves não trabalha mais sem receber. O que é justo e seu direito. O São Paulo para de ver a dívida crescer - já passa de R$ 10 milhões - e negocia para pagar o jogador. E que cumpra o que acertar.

Regulamento ruim

O Campeonato Paulista masculino de basquete iniciou o returno com uma fase de realinhamento, que na verdade fica pelo meio do caminho entre um turno completo e nada. Os times já classificados para as quartas de final jogam entre si para redefinir as posições de primeiro ao quinto. Do sexto ao décimo, as equipes se enfrentam valendo três vagas no mata-mata. Não gostei. Mais valia já partir para os playoffs e fazê-los em melhor de cinco e não de três ou disputar outro turno completo. Se o problema é data, a primeira sugestão resolveria a questão e teríamos mais emoção com confronto de playoff e não uma longa fase de classificação para avançarem oito dos dez times que a disputam.

Banalização do Mundial

Após "quebrar lanças" para aumentar o número de participantes na Copa do Mundo, agora a Fifa quer realizar o Mundial bienal e não mais no tradicional intervalo de quatro anos. Senhores da Fifa, não me entendam mal, eu adoro Copa do Mundo. Sempre é uma imensa emoção acompanhar a competição, apesar do clima de oba-oba que toma conta do meu País, um segundo Carnaval que pouco tem relação com gostar de futebol e muito mais com um pretexto para festejar. Aquela coisa de paralisa tudo que tem jogo do Brasil. E tudo bem, faz parte do contexto.
Mas Copa do Mundo e Olimpíadas a gente espera com ansiedade chegar. E quando termina fica até um vazio de pensar que um novo ciclo se inicia e que somente daqui a quatro anos - quanta coisa cabe em quatro anos - vai ter de novo. Então seria bom encurtar pela metade? De jeito nenhum. É justamente por não ser banal que é tão importante e sensacional. Agora, ampliar o número de participantes, derrubando ainda mais a qualidade do futebol no Mundial (já há jogos fracos) e encurtar a periodicidade vai acabar com a magia da Copa do Mundo. A Copa América já sofreu do mesmo mal. Imagine cinco Mundiais em dez anos e repletos de jogos medíocres. Pode chegar um momento que ninguém mais aguenta Copa do Mundo.

Copinha vem aí

O Noroeste estreia na Copa Paulista nesta terça-feira (14). Com uma base remanescente da Série A3 do Campeonato Paulista, o clube investiu o que tinha condição em jogadores jovens e entra na disputa da Copinha apostando em laboratório. Quem sabe consiga pinçar um ou outro nome que integre o elenco da Terceirona em 2022? E, como o jogo é jogado, já dizia o velho clichê, quem sabe o time vai avançando e belisca algo na Copa Paulista? É um torneio que deveria sempre ser encarado e disputado como excelente oportunidade pelos clubes do Interior. A Copa do Brasil e suas premiações está na mira. Todo ano surge uma surpresa. É 4 de julho, Retrô… Ou a Série D e a inserção no calendário do Campeonato Brasileiro.

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