Bauru e grande região

30/10/2019 - 06h00

TÓXICO

Quem acompanhou com atenção a sessão da Câmara Municipal ontem pôde notar um clima tóxico no ar na relação entre boa parte dos vereadores. Situação que não aparenta ocorrer somente por causa da divisão de votos e opiniões. O clima pesado já vem de alguns dias, mas agora passou a ser externado e verbalizado na tribuna, como um possível prenúncio do que poderá vir nos próximos dias.

'TREVAS'

Chiara Ranieri (DEM), por exemplo, invocou Deus no início dos trabalhos e disse, com a voz trêmula, que a Câmara tem vivido momentos de trevas desde que as discussões sobre o financiamento de R$ 46,6 milhões chegaram ao Legislativo. Alguns vereadores encaram o pedido como um ato eleitoreiro. Carlão do Gás (MDB) disse que Gazzetta deveria rever o pedido e reduzi-lo para R$ 20 milhões, considerando que Bauru terá emendas e outros recursos a receber em 2020.

FALHA

Na tribuna, Chiara disse que o prefeito tem usado medidas diferentes para pesos iguais em referência ao seu secretariado. Ela e outros vereadores elogiaram o trabalho de Sidnei Rodrigues, que enviou à Câmara, antes do início da sessão, um ofício se desculpando por falha na interpretação da convocação que gerou a CP. No texto, Sidnei garante ter aplicado errado a palavra "proibir" em gravação ao fazer referência de um pedido de Gazzetta a ele.

SUPLENTE

Empossado exclusivamente para a votação da CP no lugar de Coronel Meira, autor da denúncia, o suplente Lucas Faccin Basso votou contra a abertura da Processante. Ele justificou alegando falha técnica no texto e falta de provas que demonstrem a intenção do prefeito em obstruir os trabalhos parlamentares. Ao caracterizar a atual gestão como impopular, ele disse que "o remédio para esses casos não é cassação".

QUAL RUMO?

Foi aprovado na sessão de ontem audiência pública para o dia 7 de novembro, às 15h, sobre a prorrogação do prazo de concessão e extensão da malha ferroviária para a empresa Rumo, por meio do Tribunal de Contas da União. O encontro foi pedido por Sandro Bussola.

SILÊNCIO

Vereadores fizeram um minuto de silêncio durante a sessão pela morte dos policiais militares sargento Luciano Agnaldo Rodrigues e cabo Mário Sabino Júnior, que também era judoca olímpico. O pedido foi feito por Meira e Yasmin, que consideraram a comoção que o fato gerou na cidade. Eles foram mortos na região do Jardim Nicéia, na última sexta (25), e o caso está sob investigação (leia mais na página 8).

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