Bauru e grande região

05/11/2019 - 06h00

NENHUM CENTAVO

Vereadores, mesmo os aliados ao governo, têm usado a tribuna com frequência para questionar a necessidade do financiamento de R$ 46,6 milhões pedido pelo Executivo. Alguns já propuseram até a redução do valor pela metade. Em entrevista ao JC, Gazzetta diz que não baixará nenhum centavo, considerando que não pretende dar soluções paliativas à população. "Não vou comprar meio maquinário, nem resolver meio problema", disse.

RESOLUTIVIDADE

Em sessão ordinária nesta segunda (4), o presidente da Câmara, José Roberto Segalla (DEM), cobrou mais proximidade do governo Gazzetta com a Câmara. Ele quer que o Executivo encontre mecanismos para ampliar seu canal político para que os apontamentos graves feitos por vereadores cheguem de fato ao gabinete e gerem alguma reação do prefeito. Parlamentares citaram Majô Jandreice como responsável pela intermediação que hoje consideram falha.

SAÚDE NA MIRA

O secretário municipal de Saúde, José Eduardo Fogolin, também foi alvo de críticas na tribuna, ontem. Sandro Bussola (PDT) cobrou maior interação dele tanto com o Estado quanto com as próprias unidades de saúde municipais, que estariam enfrentando problemas com a quebra de equipamentos e ar-condicionados. Também na tribuna, Carlão do Gás (MDB) classificou como falta de "pique" atitudes de Fogolin e disse que o secretário parece estar cansado e querendo ser substituído.

VAGA COMISSIONADA

Há rumores de que o então cargo deixado por funcionário comissionado demitido por Gazzetta, e que seria ligado à Yasmim Nascimento (PSC), teria sido ocupado por pessoa indicada por Natalino da Silva (PV). O parlamentar nega e o prefeito já informou que a demissão por motivos políticos não procede. Sandro Bussola (PDT) usou a tribuna, ontem, para negar ter ido a uma reunião no gabinete, na semana passada, para tratar do assunto após sessão ordinária que terminou com a Processante arquivada.

COMODISMO

Apesar de aprovada por unanimidade em segunda discussão, a utilização de recursos do Fundo de Tratamento de Esgoto para a manutenção e limpeza de interceptores gerou embate entre Coronel Meira (PSB) e Markinho Souza (PP), na tribuna. Meira acredita que a situação possa gerar comodismo do DAE e questionou o que o departamento faria sem o fundo. Markinho rebateu dizendo que a autarquia, sem este gasto, poderá aplicar recursos da produção de água. Leia mais na página 4.

 

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