Bauru e grande região

 

14/05/2020 - 06h00

Indefinição

A Câmara de Bauru adiou, mais uma vez, decisões sobre projetos que impactam o futuro imediato da cidade. O instituto do sobrestamento é importante, mas deve ser usado com moderação. Chega um momento em que os vereadores devem decidir, pelo sim ou pelo não. É mais produtivo para ao Legislativo e interessante para a cidade.

Enroscado

A Câmara Municipal teve sessão extraordinária ontem, mas após quatro horas decidiu sobrestar os dois únicos projetos de lei que estavam na pauta. Um deles, o que permite o uso de Fundos Municipais pela prefeitura, já tinha ido outras vezes para votação, mas sempre foi adiado.

Manobra

Os vereadores Chiara Ranieri (DEM) e Sandro Bussola (PSD) acabaram discutindo na sessão. Bussola sugeriu o adiamento da proposta do Instituto de Planejamento (IP) e ela afirmou que seria uma manobra, pois o governo percebeu que perderia na votação em plenário.

Pode retirar

Bussola disse que Chiara era quem mais pedia adiamentos. Em seguida, ele se desculpou e citou que a colega, na verdade, tinha apenas pedido informações nas sessões passadas. Em relação ao outro projeto, dos Fundos Municipais, o líder do governo, Markinho Souza (PSDB), ficou surpreso com a derrubada do parecer de ilegalidade das emendas de Chiara e vai sugerir ao prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) a retirada de todo o projeto (pág. 3).

Cemitérios

O vereador Coronel Meira (PSL) avisou que vai pedir informações pelo Artigo 18 da Lei Orgânica sobre o resultado da sindicância que apurou irregularidades nos cemitérios municipais, conforme o JC revelou há quase três meses. De acordo com o parlamentar, o documento aponta para peculato, enriquecimento ilícito e improbidade administrativa.

Auditoria

Além de cópia que deve ser enviada ao Ministério Público de São Paulo, Meira entende que a Câmara também deve receber a conclusão do processo. Ontem, a Emdurb finalizou licitação para contratar a auditoria das contas dos cemitérios entre 2017 e 2019, vencida pela empresa Audimec, por R$ 12 mil.

Carnaval

A prestação de contas do Carnaval foi solicitada pelo vereador Edvaldo Minhano (Cidadania). Mas apenas um papel chegou até ele, sem detalhes. O parlamentar afirma que vai pedir novamente as despesas com as empresas contratadas e com as escolas de samba na festa.

 

Ler matéria completa