Bauru e grande região

22/01/2021 - 05h00

Vermelha?

O temor sobre um possível rebaixamento da região de Bauru para a fase vermelha gerou uma caravana de prefeitos até o Palácio dos Bandeirantes, nesta quinta (21). Eles dialogariam com representantes do governo do Estado sobre a liberação de mais leitos de UTI para a região. A prefeita Suéllen Rosim (Patriota) se encontrou com o Executivo estadual na companhia do deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB). A reclassificação estadual será anunciada hoje.

Eficiência

Rodrigo Agostinho, que inclusive tem se mostrado mais próximo ao governo Suéllen, marcou presença na cerimônia de aplicação das primeiras doses da vacina, na última quarta (20), em Bauru. O deputado federal teceu elogios às pastas municipais da Saúde e também da Educação, dizendo que a eficiência de ambas é evidente desde a época de sua gestão.

Vidas

Durante a noite de cerimônia da vacinação, o diretor da Divisão de Vigilância Epidemiológica de Bauru, Ezequiel Santos, se emocionou em seu pronunciamento. Ele contou que alguns funcionários da Saúde municipal chegaram a chorar quando o primeiro lote de imunizantes chegou, na quarta (20). "A palavra de hoje é esperança, cada dose da vacina é uma vida. Nós atestamos óbitos todos os dias. Vibramos a cada resultado negativo e choramos a cada morte confirmada por Covid-19. Não enxergamos números, mas sim pessoas", exprimiu.

Manifesto

Um grupo de 14 vereadores entregou um manifesto referente à volta às aulas para Suéllen em reunião nesta quinta (21), antes que a prefeita viajasse para Capital. No documento, eles se dizem favoráveis ao retorno, desde que os profissionais da Educação sejam inclusos no grupo prioritário de vacinação. À noite, por volta das 21h30, edição especial do Diário Oficial do Município trouxe o decreto de retomada das aulas facultativas em Bauru.

'Seguro'

Nas mídias sociais, nesta quinta à noite, Suéllen disse que a retomada das aulas será de forma "gradual, segura e responsável. "Através de um profundo estudo liderado pela professora Maria Kobayashi, secretária de Educação, com apoio das secretarias de Saúde e Negócios Jurídicos, tomamos essa importante decisão para nossos alunos. Sim, é possível e estamos preparados", justificou a prefeita (leia mais na página 6).

Mal-estar

Do manifesto entregue à Suéllen, ficaram de fora os vereadores Chiara Ranieri (DEM), Telma Gobbi (PP) e José Roberto Segalla (DEM). A situação teria gerado mal-estar. Chiara, que convocou a reunião pública que originou a discussão sobre a volta às aulas na cidade, não teria sido sequer comunicada sobre encontros que resultaram na confecção do manifesto. O documento, portanto, representa a posição de um grupo de vereadores, não do Legislativo.

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