Bauru e grande região

11/04/2021 - 05h00

Gestão!

A manchete de hoje do JC - sobre a crônica e sofrível falta de água em Bauru - pode se resumir em apenas um conceito: falta de gestão. Há muito tempo o poder público na cidade sofre com a inépcia e politicagem de uma forma geral, mas em suas esferas mais técnicas também. Em pouco mais de 6 anos, o DAE teve cinco presidentes! Que empresa resiste a tanto desaforo?!

Técnico

Por que alguém do Poder Executivo ou do Legislativo não propõe um projeto de lei para que o cargo de presidente no DAE e Emdurb seja preenchido por funcionário (a) de carreira? Poderia até ser de indicação do Executivo, mas com alguém reconhecidamente capaz. Como ocorre, num plano muito maior, com o Banco Central, entre outros órgãos, por exemplo. Seria um bom começo.

Sequência

Se há um setor público em Bauru que pode ter planejamento estruturante para suas tarefas este é o DAE, que não é deficitário, ao contrário, e trabalha com a melhor matéria-prima que existe, a gratuita, eis que brota no chão. Mas não é o que se vê, talvez, justamente, pela descontinuidade em seu comando. O DAE um dia ostentou o apelido de 'joia da coroa' do Poder Executivo.

Saneamento

De acordo com o Ranking do Saneamento do Instituto Trata Brasil, trazido a público na última semana, no JC, pelo vereador Coronel Meira (PSL), Bauru investiu em um ano (2019), em média, R$ 26,35 por habitante em saneamento básico. Franca, com cerca de 353 mil habitantes, investiu R$ 123,22. Entre as 20 melhores cidades, o investimento anual médio por habitante, entre 2015 a 2019, foi de R$ 84,59, enquanto nas cidades piores classificadas a média foi de R$ 31,45. Por aí se vê que saneamento também não foi, de fato, prioridade até agora por aqui. Está aí a ETE capenga para provar.

Longe do ideal

Investimento em saneamento impacta diretamente na atração de empresas para a cidade. Estudos indicados pelo Instituto Trata Brasil revelam que, em média, as cidades deveriam investir um valor aproximado de R$ 113,30 por habitante ao ano para garantir a universalização dos serviços. Lembrando que a entrega da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) fará a cidade dar um salto no ranking. Mas uma série de erros e omissões atrasou demais a obra, por anos a fio.

Calamidade

Os parlamentares que integram a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo decidiram, na última quarta-feira (7/4), em reunião virtual, elaborar um único Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para reconhecer, coletivamente, os decretos de calamidade pública adotados pelos municípios paulistas em razão da pandemia causada pelo coronavírus.

 

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