Bauru

20/07/2021 - 05h00

Outra CEI?

O que começou como uma ironia, na fala do vereador Eduardo Borgo (PSL), na sessão desta segunda (19), pode virar a próxima CEI na Câmara dos Vereadores: a Comissão Especial que vai investigar a relação entre a Fersb e a Prefeitura de Bauru, desde a criação da entidade que gerencia parte da rede de saúde da cidade, depois de ser criada para esta finalidade, junto a cinco cidades da região.

'Milagre'

Borgo foi irônico ao falar de "milagre" ou de "mágica" que teriam feito aparecer R$ 533 mil nas contas da Fersb, como saldos do ano passado, justamente por plantões pagos e não realizados, e que não foram devolvidos pela gestora da Saúde à Prefeitura Municipal. Os valores seriam de plantões realizados em 2020, e parte do saldo residual foi usado este ano, em maio, contrariando o próprio contrato entre Fersb e prefeitura, que exige prestação de contas anual e que os saldos sejam devolvidos até janeiro do ano seguinte.

Em debate

As informações foram prestadas por servidoras da prefeitura, responsáveis pela gestão do contrato, a um grupo de vereadores, durante uma reunião na quinta passada (15), quando foi debatido o projeto de novos repasses para a Fundação para gerenciamento da UPA Geisel/Redentor. O projeto do Executivo, de R$ 5,5 milhões, estava na pauta desta segunda, para votação em dois turnos.

Em queda

Para Borgo, outra "mágica" teria ocorrido com a queda dos números dos casos de Covid-19 em Bauru, que recuaram verticalmente em 4 dias, segundo ele, no mesmo período em que a Justiça Federal determinou à União a criação do hospital de campanha na cidade. Segundo Borgo, entre os dias 14 e 17 de julho, os índices de ocupação de leitos em Bauru e região caiu de 104% para 83%, sendo que em um dia foi de 97% (dia 16) para 83% (dia 17).

Para o MPF

Depois de questionar os números, o vereador disse que vai encaminhar as informações ao Ministério Público Federal para que a Polícia Federal apure. "Nosso medo é que usem estas informações para encerrar essa ação (do hospital de campanha) e logo em seguida volte a aumentar os números de ocupação, ou pior, só aumenta ou diminui o nível de ocupação quando a pessoa morre ou tem alta", disse.

Sem resposta

Segundo o vereador Mané Losila (MDB), 50% dos pedidos feitos por ele ao Executivo, representando demandas da população, não foram atendidos e não tiveram sequer resposta. Os números foram apresentados na sessão de ontem. Em um balanço dos 116 pedidos e requerimentos feitos por Losila, no último semestre, além dos 51 não atendidos e nem lidos, outros 48 (41%) tiveram respostas negativas e não foram atendidos e 11 pedidos (9%) foram atendidos.

 

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