Bauru

05/01/2022 - 05h00

Com Ironia

Após comentários ontem de que teria viajado para Espanha em plena crise da Saúde causada pela troca de gestão das UPAs, a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) usou de ironia em um story postado em sua rede social e marcou sua localização como Europa em uma foto feita durante reunião com a nova secretária de Saúde, Alana Trabulsi Burgo.

Sem liturgia

Se foi para a Europa, Rio de Janeiro ou outro local, o fato é que ela retornou ontem à cidade, e esse é o problema. Suéllen afirmou, também em rede social, que, apesar de distante, estava monitorando os acontecimentos e orientando sua equipe. Uma entre tantas coisas que a prefeita ainda não aprendeu sobre política e a liturgia do cargo máximo da cidade é que a presença física é importante em momentos delicados do mandato, porque orienta, dá segurança e faz valer sua autoridade moral e legal.

Intolerância

Outra 'regrinha' da liturgia do cargo é saber conviver com críticas, ficando, no mínimo, em silêncio quando a razão não está exatamente ao lado. Um aliado da prefeita anda preocupado com as reações intempestivas dela às críticas, o que pode lhe custar um isolamento político e mesmo popular em tempo recorde.

Nova CEI?

Ontem, o vereador Eduardo Borgo (PSL) afirmou que já contava com assinaturas suficientes para protocolar, nesta quarta (5), requerimento de instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar os gastos da Prefeitura Municipal com a compra de imóveis destinados à Secretaria de Educação. Foram gastos quase R$ 35 milhões na aquisição de 16 imóveis.

Processos

O protocolo deve ser feito hoje, de acordo com o vereador, um dia após a Comissão de Fiscalização e Controle, presidida pela vereadora Estela Almagro (PT), ter acesso às cópias dos processos administrativos referentes às desapropriações dos imóveis. Estela foi até a sede da Secretaria de Negócios Jurídicos, acompanhada do consultor da Câmara de Bauru, Arildo Lima Jr, e do advogado do Sinserm, José Francisco Martins, e servidores do Poder Legislativo. 

Cestas políticas

A CEI da Educação, que pode iniciar os trabalhos em fevereiro, com retorno das atividades parlamentares, não deve ser a única. Borgo não diz quando, mas adianta que pretende apurar as ações de Lúcia Rosim, presidente do Fundo de Solidariedade do município, mãe da prefeita Suéllen Rosim, na distribuição de cestas básicas. A suspeita do vereador é de uso da máquina pública em benefício próprio.

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