Bauru

15/01/2022 - 05h00

Recinto

A Associação Rural do Centro-Oeste (Arco) protocolaria, nesta sexta-feira (14), recurso ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) com pedido para permanecer instalada no Recinto Mello Moraes até o término da licitação que vem sendo preparada pela prefeitura para conceder o uso do recinto. A decisão ocorreu um dia depois da reunião que representantes da Arco tiveram com a prefeita Suéllen Rosim (Patriota), nesta quinta-feira (13).

À espera

A estimativa é de que o processo licitatório seja concluído em três meses, período em que o Arco espera permanecer no Recinto. O último contrato entre a prefeitura e a Arco, que teve validade de 10 anos, venceu em 2018, quando foi feito um termo de permissão de uso, documento que expirou no final do ano passado. O prazo final para a associação deixar o local seria este sábado (15). O pedido é para que o promotor de Defesa da Cidadania e Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene, se manifeste na segunda (17).

Abandono

No recurso, a Arco expõe os riscos que o Recinto passaria a correr caso permaneça vazio durante o período de licitação, uma vez que a prefeitura teria dificuldades financeiras para manter a vigilância. A Associação Rural se dispôs a arcar com as despesas de manutenção e de vigilância do Recinto até a entrega das chaves ao próximo concessionário.

Esclarece

Em documento apresentado à prefeita Suéllen, a entidade desmente informações falsas em relação ao uso do espaço, como a falta de contrapartida à prefeitura, e o desvirtuamento do uso para fins agropecuários. "O Recinto Mello Moraes foi transformado pela Arco nestes últimos anos, sendo absurda, leviana e inapropriada a alegação de que a entidade faz a utilização de um patrimônio público sem qualquer contrapartida", diz a nota.

Indicação

A reabertura do PAC-Covid pela prefeitura foi pedida pelo vereador José Roberto Segalla (DEM) em ofício enviado ao governo municipal no último dia 10, ressaltando além da reabertura a necessidade de novas ações de combate ao novo coronavírus e também à influenza (cepa H3N2). Publicada pelo JC desta sexta (14), a notícia agradou ao experiente vereador, mas não sem ainda restarem preocupações.

Novo cenário

"Vi que a prefeitura acatou a minha indicação, mas ainda me preocupa o fato de o Executivo deixar que as coisas rolem às soltas nesse momento, sem qualquer controle sanitário e fiscalização. Afinal, estamos diante de um novo cenário de evolução das taxas de contaminação da Covid-19, especialmente pela variante ômicron", alertou José Roberto Segalla.

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