Bauru

14/06/2022 - 05h00

'Vergonha'

Vereadora Chiara Ranieri (União Brasil) lamentou os impasses ocorridos no começo da sessão de ontem da Câmara Municipal. Para ela, os vereadores deveriam ter discutido apenas o relatório da CEI, no qual já constava pedido de Processante contra a prefeita, uma vez que o grupo que apoiava a CP já sabia que o pedido de Borgo não teria votos suficientes para ser aprovado. "Eu tenho vergonha de ter participado do começo dessa sessão, não é digno para a cidade de Bauru nem para este parlamento", disparou.

Sem sucesso

O grupo não conseguiu os votos necessários, nem para o pedido de Borgo nem para aprovar o relatório, apesar dos esforços durante a semana passada em convencer os vereadores. Estela Almagro (PT) disse que o trabalho foi árduo, já que entendiam que a emenda sugerida por Chiara, pela CP, dava uma consequência ao que foi apurado na CEI. A petista criticou a condução da Mesa sobre o pedido de Processante.

'Lambança'

Já José Roberto Segalla (União) chamou de lambança tanto a condução da discussão do pedido quanto a própria retirada feita por Borgo. Para ele, o rito necessário, e que seria inquestionável legalmente, seria o mais simples: após a leitura, o pedido entraria em votação. "É preciso pulso mais firme para voltar à normalidade", avaliou.

'Sem provas'

O principal defensor da prefeita Suéllen Rosim (PSC), Júnior Rodrigues (PSD), em seu papel como líder do governo, argumentou que não havia provas de conduta irregular ou que configurasse crimes pela prefeita, única possibilidade que justificaria uma Processante.

Os porquês

Ao contrário do líder, Coronel Meira (União) elencou uma série de perguntas que, em sua opinião, não teriam respostas, e por isso defendeu a criação da CP. Entre elas, por que as desapropriações não geraram vagas em escolas? Por que foram desconsiderados os pareceres jurídicos contrários às desapropriações? Se eram contrários, quem deu parecer favorável? Por que o Conselho Municipal de Educação não tratou do assunto em suas reuniões em 2021? Leia matéria na página 3.

Fome/audiência

A audiência pública para debater o reforço da merenda escolar como alternativa de garantia de segurança alimentar, de iniciativa da vereadora Chiara, foi aprovada e será realizada no dia 22, às 14h. O debate surgiu, como mostrou o Jornal da Cidade/JCNET na edição do último sábado, após as informações de que alunos da rede municipal estariam repetindo até 5 vezes a merenda, como efeito, muito possivelmente, da falta de alimentação adequada em suas casas.

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