Bauru

21/06/2022 - 05h00

CP aberta

Muita gente da política e da imprensa, em grupos de whatsApp e ao telefone, tentavam entender, ontem, os fatos que levaram à aprovação da Comissão Processante (CP) contra a prefeita Suéllen Rosim (PSC). A mudança de voto de Pastor Bira (Podemos) e a ausência de Mané Losila (MDB) na sessão foram fundamentais para o placar de 8 a 7 favorável à CP.

Pressão

Uma pouco antes, outro pedido de Processante havia sido rejeitado, também por 8 a 7, com voto favorável de Pastor Bira ao arquivamento. A justificativa mais ouvida ontem de pessoas que conhecem Bira e Losila foi a de que as pressões pelos votos contrários à CP dados por eles há uma semana foram muito intensas e os fizeram reavaliar suas posições. Bira chegou a afirmar, durante a justificativa de voto, que foi muito questionado por sua posição anterior.

Relatório

A Comissão Processante é formada por Chiara Ranieri (presidente), Guilherme Berriel (relator) e Julio Cesar (membro). A julgar pelos votos deles, o futuro relatório que sairá da Processante será aprovado por dois votos (Chiara e Berriel) a um (Julio Cesar). Já em plenário, são necessários 12 votos para cassar o mandato da prefeita. A primeira reunião será já nesta terça (21).

Felicidade

Após a votação, aliás, Chiara não escondeu sua felicidade pela instauração da Comissão Processante contra a prefeita. A vereadora do partido União Brasil, que nunca negou ser favorável a uma CP, desde a CEI da Fundação - que apurou a relação entre a prefeitura e a Fersb - esbanjava sorrisos, mesmo antes da indicação para presidir a Comissão.

Apuração

Quem também se disse feliz com o resultado foi Estela Almagro (PT), não pela CP em si, segundo ela, mas pelo posicionamento do Parlamento em relação aos embates já ocorridos com o Executivo. No entanto, Estela defendeu que a criação da CP não significa cassação, o que ocorrerá, segundo ela, "se restar comprovada sua culpa e responsabilidade", se referindo à prefeita.

Viajando

Há quem avalie que qualquer prefeito que se vê na possibilidade de ter uma CP aberta contra si deveria acompanhar passo a passo a sessão e, em caso de risco real, até mesmo montar um 'gabinete de crise', com funções bem definidas para não deixar o 'molho desandar'. E a prefeita esteve fora de Bauru justamente no dia da votação dos pedidos de Processante, cuja materialização havia sido adiantada por esta coluna. Será que os assessores diretos da prefeita estavam atentos a todos os movimentos de ontem? 

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