Bauru e grande região

Tribuna do Leitor

velho pai

por Luiz Carlos dos Santos (Sotnas)

11/08/2019 - 06h00

Ei! Dê-me as tuas mãos!

Para que eu possa atravessar esta

rua. Embriagando-me com o

esplendor dos seus encantos.

E da sinfonia que me conduz à

clausura da reflexão. Sobre as

miragens dos meus desertos e

oásis.Traduzidos na paz e nos

acordes da avaliação. Ei! Dê-me as

tuas mãos! Para que eu possa ca

minhar pela existência, contem

plando a natureza e os jardins do

Éden. Que me conduzem a esta

inspiração, já que na avalanche do

tempo os passos perderam o equi

líbrio e a direção.

Ei! Dê-me as tuas mãos,

Para que os meus sonhos, objetivos

e devaneios tenham sentido e

evolução, pois caso contrário irão se

decompor como sucata velha e

finita no buraco negro da edificação.

Ei! Dê-me as tuas mãos...

Para que na friagem e escuridão do

meu quarto eu não me sinta exauri

do ou rejeitado dialogando com o

travesseiro e abraçado à solidão.

Ou. na pior das hipóteses. sozinho,

em um triste, funesto e insólito salão.

Ei! Dê-me as tuas mãos, meus

filhos amados; filhos do meu

sangue e do coração, para que eu

tenha sempre a certeza que

mesmo nos vendavais e

tempestades da vida ou nos

braseiros do egoísmo ou do chão,

vocês, meus filhos queridos, jamais

se valham da madrasta coragem.

De dar este velho pai por perdido.

Ou se materializado na contramão

do contexto decretaram felizes...

a minha "prisão".

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