Bauru e grande região

Tribuna do Leitor

Samba do professor aloprado

por Márcio M. Carvalho

06/10/2019 - 06h00

O conhecido habituê desta coluna Henrique Perazzi, que se apresenta como professor de História, desta vez se superou, conseguiu superar até a Gleise Hoffman na defesa do indefensável. E olha que se saiba ele, Henrique, não tem como a deputada o mesmo retorno financeiro, como contrapartida de sua fidelidade.

Henrique nesta coluna defende ainda, depois de julgamento com amplas provas e sete diferentes processos na justiça e duas condenações em primeira instância e uma de segunda e que podem levá-lo a mais de 50 anos de condenação no final dos processos, esta "incólume" quer sair da merecida cadeia de "cabeça erguida". É realmente o professor o último homem vivo que, honestamente, sem mortadela, acredita na inocência do detento manhoso.

Dezenas de delações, provas testemunhais, documentos comprovam milhões de reais de desvio para: caixa um e dois de campanha. Para o PT, para partidos aliados, para ele mesmo Lula, para sua família, para amigos e companheiros do PT. É impossível falar em inocência com tanta materialidade. Muito menos na sua defesa, realizada pela mais cara banca de advogados da história usando todos os truques e chicanas possíveis, contando com a ajuda de vários juízes amigos, conseguiu livrá-lo da merecida punição e esta é apenas o começo de uma enorme série.

Insiste ainda o espevitado professor que a Lava Jato está em seu pior momento, que isto é de conhecido (sic) até pelo reino mineral. Ainda bem que não para o reino animal e vegetal, incluindo todos os brasileiros e também os estrangeiros.

A Lava Jacto é considerada a maior ação anticorrupção já registrada no mundo. Prova disto é a popularidade de Sérgio Moro, muito maior que a de Lula, Ciro e o resto da esquerda somados, ele é a única quase unanimidade nacional, mesmo depois de atacado por hackers criminosos financiados com dinheiro sujo do companheiro do Mirandão.

Critica (sic) a "falta de conhecimento jurídico" de Moro e Dallagnol, esquecendo que ambos foram de início aprovados pelos concursos mais rigorosos de direito do Brasil. Além disto, ambos são considerados golden boys do direito, por toda a comunidade jurídica nacional e internacional. Além disto, nada credencia Henrique a fazer este tipo de análise tão discordante da maioria dos juristas do país.

Por último, Henrique diz a maior pérola, cita ainda outro "impoluto" Romeiro Jucá e suas considerações sobre os juízes que o processam, sem falar nos elogios para os hackers de aluguel, do esquerdista-burguês Vermevaldo (Greenwald), com dólares que compram desde criminosos até mandato parlamentar.

Espero que o professor Perazzi se abstenha de transmitir estas peculiares conclusões a alunos ainda jovens e sem a capacidade de avaliação, que momentaneamente poderiam considerar estes pensamentos como realidade. Ainda falta, como manda a verdadeira lição de história, que esperemos no mínimo 50 anos, para discutir com isenção histórica, quem foi Lula e o estado ClePTocrata por ele instalado.

Curiosamente, o mesmo critério rígido que o leitor Henrique tem para avaliar o governo Bolsonaro, recém-iniciado, fica faltando quando se trata de avaliar o passado e o presente do Lulopetismo e seus abusos e assaltos ao erário por mais de treze anos.

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