Bauru e grande região

Tribuna do Leitor

Goste ou não, o mundo é competitivo!

por Cesar Augusto Teixeira de Carvalho - Prof. Dr. aposentado do Dep. de Engenharia Civil - Faculdade de Engenharia da Unesp - Bauru, SP

12/01/2020 - 06h00

O mundo livre, claro! Pois existem vários países onde as pessoas não precisam competir, uma vez que o sistema é fechado e igualitário parecido com uma escravidão disfarçada. E num sistema de liberdade, onde cada um é o maior responsável por si próprio, a razão da competição é óbvia: a procura por bons empregos são bem maiores do que as ofertas, e isto se agrava cada vez mais com o aumento populacional. Se prepare, pois até para os empregos de menores salários a competição está acirrada, exigindo boas referências e qualificações. E conhecimento na área que pretende é importante, mas os fatores decisivos que antecedem e vão definir seu sucesso ou não, podem ser resumidos na sua "habilidade e determinação", qualidades indispensáveis num mundo ético. Em qualquer atividade, enquanto a "determinação" está associada a vontade ou esforço da pessoa, a "habilidade" está ligada a sua facilidade física (braços, pernas, ...) e mental (inteligência), qualidades estas que podem ser despertadas e também aprimoradas com muito estudo e treinamento. Assim, uma pessoa que atinge um alto nível de determinação e habilidade, em qualquer atividade que se identificar e escolher, certamente terá facilidades para adquirir os conhecimentos necessários para seu sucesso.

Para ilustrar, considere numa atividade esportiva como, por exemplo, um jogo de tênis, onde uma pessoa normalmente "muito habilidosa" mas num dia ruim com "pouca determinação", é derrotada por outra de "média habilidade" e "média determinação", mostrando que o sucesso resulta da combinação entre os dois níveis destas qualidades utilizadas. Esta lógica predomina na maior parte (90%) dos casos, segundo se pode extrair das teses do americano Stephen Covey, uma vez que, como tudo na vida, um pouco (10%) do imponderável (sorte ou azar) também faz parte.

Não chega a ser uma qualidade, mas outra característica de uma pessoa é a "ambição", ou seu desejo de adquirir ou conquistar algo, diferente da "ganância" que está mais para ambição exagerada e até doentia. O curioso pela contradição, é que existem muitas pessoas ambiciosas e também preguiçosas, e, mais curioso ainda, é que boa parte delas - depois de curtirem a vida adoidado -, passam a reivindicar com a bandeira de "justiça social" as mesmas regalias daquelas que conquistaram algo a mais com muita disciplina, esforço e inteligência.

 

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