Bauru e grande região

Tribuna do Leitor

Cohab: vamos rememorar?

por Toninho Pina

12/01/2020 - 06h00

Com a Lei 1202 de 1º de abril de 1966, a Cohab-Bauru foi fundada e o prefeito da época era o Dr. Nuno de Assis. O primeiro presidente foi o Dr. Abílio Pinheiro Chagas, que presidiu essa empresa de economia mista por praticamente 6 anos e deu um impulso muito grande para a construção de casas populares para a população de baixa renda.

A Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) obtinha recursos do então extinto BNH (Banco Nacional da Habitação) para a realização dessas obras e após a sua extinção passou a obter recursos da Caixa Econômica Federal (CEF).

Uma pequena resenha: A Cohab-Bauru, no período de 1976 a 1984, foi considerada a melhor empresa do Brasil no ramo de habitação popular durante praticamente 9 anos e ganhou nessa época o prêmio 'Quem é Quem na economia brasileira', também teve um funcionário que recebeu um prêmio por ter sido o melhor na área técnico-financeira de todas as Cohab's do Brasil. Tinha um quadro de pessoal muito reduzido, mas muito qualificado e escolhido a dedo.

À título de ilustração e após ler no JC deste dia 07/01/2020, o então presidente indicado para dar início ao encerramento das atividades dessa empresa comunica que a mesma ainda possui 7.000 (sete mil) financiamentos ativos e com um quadro de 64 funcionários, ou seja, cada funcionário administra quase 110 financiamentos.

Só para compreensão, a auditoria do extinto BNH na época do auge das Cohab's do Brasil considerava que seria razoável que cada funcionário administrasse em torno de 350 unidades habitacionais. A partir desse raciocínio, então, atualmente, a Cohab-Bauru deveria ter no máximo 20 funcionários não é mesmo?!

Na época de pico de construções essa empresa de economia mista tinha nos seus quadros de funcionários relativamente ao setor jurídico 4 advogados do mais alto nível de profissionalismo e, sem dúvida, davam conta da demanda das tarefas. Atualmente me parece que tem o dobro!

A Cohab teve algumas dezenas de presidentes, mas nunca ultrapassaram tanto tempo no cargo, ao contrário daquele que recentemente teve que se afastar diante dos fatos publicados na mídia.

Na minha opinião, além do Dr. Abilio, os melhores presidentes que lá passaram foram: Moussa Tobias e o Cel Canova. Esses sim deram impulso na empresa, administraram com profissionalismo e nunca se preocuparam com indicações políticas que foram o que culminou com a desgraça dessa empresa que tanto deu orgulho para a cidade de Bauru.

 

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