Bauru e grande região

 
Tribuna do Leitor

Resposta à nota de repúdio

por Eduardo Borgo

20/05/2020 - 06h00

Na data de 19/05/2020, este Jornal da Cidade publicou, nesta coluna, uma nota de repúdio em relação ao meu pedido de cassação do mandato do prefeito. De início, cumpre lembrar que todos os subscritores dessa nota são detentores de cargos de confiança na prefeitura, onde a quase totalidade recebe mais de R$ 9 mil por mês, sendo mais do que óbvio que sairiam em defesa do chefe e dos seus cargos.

Cumpre salientar que após minha saída da prefeitura, entrei com três ações de interesse público, sem receber nada por isso, sendo a primeira questionando os precatórios da Floresta Urbana. Hoje, se existe uma possibilidade da cidade deixar de pagar aproximadamente R$ 30 milhões, é graças a essa ação e não ao trabalho da prefeitura ou desses comissionados, ao contrário, pois a situação só piorou quando o município desistiu de um recurso que havia no STJ; se comprometeu em não mais questionar a dívida; fez um acordo com os credores e pagou, até o momento, R$ 16 milhões.

Também entrei com uma ação popular para que a população inadimplente com a CPFL não tivesse o fornecimento de energia elétrica suspenso durante a pandemia. A CPFL foi intimada no dia 19 de março, sendo que no dia seguinte a ANEEL editou Resolução proibindo corte. Por fim, entrei com uma ação para tentar diminuir os subsídios dos vereadores. Essas foram as ações que entrei e que os comissionados dizem se tratar de "guerra jurídica e política" visando alcançar "meus" objetivos.

Cumpre salientar que o CAEX - órgão técnico do Ministério Público - apresentou perícia demonstrando o erro de aproximadamente R$ 24 milhões na condenação contra a prefeitura. Nesse sentido, durante cinco oportunidades, o Ministério Público deu parecer favorável ao nosso pedido. Será que os comissionados acham que o promotor e o procurador de Justiça também são inconsequentes e detêm interesses políticos, já que concordaram com nossa ação? Quem será que está com interesses não republicanos?

Por fim, entendo que vivemos um momento muito difícil e, justamente por isso, não podemos mais perder tempo com pessoas dissociadas da realidade, que governam baseados em promessas ou que estejam preocupadas somente com seus cargos, poder e salários. Deem exemplo senhores (as). Reduzam seus "salários" em 30%, demonstrando solidariedade com a população.

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