Bauru e grande região

 
Tribuna do Leitor

Esperando por um asteroide...

por Carlos R. Ticiano

13/09/2020 - 05h00

A agência governamental americana Nasa divulgou um comunicado dizendo que o asteroide 2018 VP1 deve atingir a Terra no próximo dia 2 de novembro. Não que eu seja uma pessoa supersticiosa, mas asteroide, impacto, explosão, crateras, fogo, destruição na data dedicada aos falecidos, não me parece um bom sinal. Seria apenas uma simples coincidência?

Na realidade, parece que a humanidade entrou com o pé esquerdo no ano de 2020. Mal iniciamos o ano e demos de cara com o coronavírus, circulando livre, leve e solto pelo planeta; incêndios devorando florestas; países em pé de guerra; lavouras sendo devoradas por gafanhotos; tempestades deixando cidades submersas; protestos violentos contra o racismo; ciclones devastando cidades; depósitos de produtos químicos explodindo...

Sem falar nos presidentes que se acham verdadeiros pop star, diante de uma população desorientada; ministros sendo fritados em óleo de pastelaria; passeatas e panelaços prós e contra o governo; desmatamentos e queimadas devastando as matas ciliares; grevistas ignorando as necessidades da população e outros fatos aterrorizantes. Em função da pandemia, o comércio de um modo geral, exceto alguns segmentos, se tornou reféns das cores, para poder abrir ou não suas portas ao público. Sempre de acordo com a classificação recebida pela cidade, na tonalidade vermelha, laranja, amarela, verde ou azul. Quanto à população, todos de máscaras, como o Zorro, um herói mascarado das histórias em quadrinhos.

Nos Estados Unidos, a preocupação dos americanos é com a pandemia, protestos civis e a probabilidade de um pequeno número de eleitores irem às urnas para votarem, diante da provável queda do asteroide, um dia antes das eleições. No Brasil a preocupação é com o lançamento da nota de R$ 200,00, que traz na cédula a imagem do lobo-guará, como forma de homenagem a um animal da fauna brasileira, ameaçado de extinção.

Segundo Donald Yeomans, pesquisador do Jet Propulsion Laboratory, o asteroide possui aproximadamente 2 metros de diâmetro. Diante do impacto com a atmosfera do planeta, provavelmente acabara incinerado, antes que atinja o solo terrestre. Segundo políticos brasileiros, este asteroidezinho, não vai abalar o Brasil e muito menos Brasília. O que eles se esquecem, é que diante das bizarrices que eles protagonizam diariamente, somente sendo primatas para não se abalar emocionalmente. O asteroide 2018 VP1, com sua trajetória incerta, resolveu aparecer depois de um longo período sumido; o coronavírus, como um parente indesejado, decidiu se instalar e ficar por um bom tempo; a politicagem brasileira continua fazendo dos ministérios uma verdadeira casa da sogra; o entrevero entre Paulo Guedes e Rodrigo Maia, segundo parlamentares, é o resultado de uma situação mal resolvida, devido a uma crise de ciúmes. Pelo sim, pelo não, no dia 2 de novembro não saia de casa, não fique olhando para o céu e não agende nenhum compromisso. #Fique em casa

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