Bauru e grande região

 
Tribuna do Leitor

"A educação é nosso elevador"

13/09/2020 - 05h00

Certíssimas conceituação e avaliação expostas na Entrevista da Semana publicada no JC do último domingo pelo gestor público José Paulo Nardone, diretor do TCE (Tribunal de Contas do Estado), unidade de Bauru. É uma grande alegria e constitui uma esperança para um educador aposentado há quatro décadas e aos que continuam na ativa "malhando em ferro frio" saber que um gestor público, controlador de gastos decorrentes de aplicação das verbas, assim entenda e se manifeste, pontuando uma das mais felizes comparações que até hoje encontrei. Obviamente, chegou a essa conclusão não por um lance de visão, mas sim por si próprio, ao longo de 54 anos com uma origem bastante humilde e também nas entrelinhas das cifras bilionárias apresentadas e conferidas sob seus cuidados.. Segundo a máxima de sabedoria, o homem nasce e morre aprendendo; não existe nenhuma fase da vida humana em que ele não aprenda algo. Portanto, a educação é um processo lento; não há como apressar e encurtá-lo; nem a maravilha da inteligência digital ou virtual conseguirá abreviá-lo, pois seria como se querer antecipar fases da vida como diminuir a infância, mocidade para chegar ao amadurecimento apresentando a pessoa já apta para a convivência social, constituição de uma família ou para as descobertas científicas. Educação demanda tempo, muito tempo, haja vista, considerando-se a célula da sociedade, a família, o total de anos recorrentes para sua formação e constituição sempre dinâmica e nunca parada.. E, em educação, não há como fugir ou contornar outra máxima que afirma e alerta "colhe o que se planta". Portanto, se não se planta ou investe em educação, é certo que muito pouco colher-se-á. Não ocorre o milagre de plantar pouco e colher muito. E o que se pode entender por este "colher muito"?

Será uma educação de alto nível, comparável à dos países desenvolvidos e que propicie simultaneamente o desenvolvimento sócio cultural da pessoa e da sociedade, sem qualquer tipo de exclusão. Analisando-se a educação brasileira atual, podemos antever o que será nosso país no futuro, de hoje a 20 anos, na virada do milênio. Novidade? Não, os nossos homens públicos estão cansados em saber, conscientes, porém, "vão levando". Sempre há justificativas. O insubstituível professor tem que ser valorizado recebendo condignamente e sempre atualizado. Meu prezadíssimo José Paulo Nardone, muito embora não seja um profissional da educação, vejo-o como tal e, mais ainda, como pai, chefe de família e cidadão brasileiro consciente e patriota com uma visão muito além de números, social e humana. Enxerga para fora, além do seu gabinete, fato raro hoje em dia. O senhor ainda é muito novo e poderá acompanhar pelo seu trabalho se a nossa educação estará subindo pelo elevador ou pesadamente pela escada.

 

Ler matéria completa