Bauru e grande região

 
Tribuna do Leitor

Eu sou o cidadão

por Benedito J. A. Falcão

22/11/2020 - 05h00

Senhor João Chaves Ruiz (texto no dia 15/11), sobre sua curiosidade sobre quem eu sou, esclareço facilmente: sou um cidadão comum, um cidadão que não precisa se esconder atrás de patentes para dizer o que pensa. Também não tenho carteira funcional com brasão, para "dar carteirada" como o senhor insinuou... Eu sou o cidadão que trabalha, recolhe impostos e obedece às leis. Eu sou aquele que, diferente do senhor, não terá aposentadoria especial aos 30 anos de serviço, nem vai se beneficiar com uma promoção extra na reforma...

Quanto ao que disse sobre a ideologização das forças de segurança, é direito do senhor discordar... Mas uma coisa é fato: apesar de todo respeito que sempre nutri pela Polícia Militar (inclusive com elogios nesta coluna), difícil está sendo explicar os incontáveis candidatos, em todas as instâncias, se apresentando com suas patentes e em uniforme oficial (o que, penso, deveria ser proibido pela instituição).

Quanto à vacina, ninguém vai "enfiar uma agulha no corpo" de ninguém... Basta um conhecimento mínimo para saber que nenhuma vacina será oferecida à população, sem ter sido amplamente testada e aprovada pela Anvisa. E seja de onde ela vier, se for boa para a população, deveríamos defende-la. Talvez o senhor não se recorde mas, durante o surto de meningite, em pleno regime militar, todo mundo foi vacinado, sem direito de escolha. O que mudou? Agora vamos por ideologias e preferências políticas acima da vida das pessoas?

Infelizmente essa tal democracia que o senhor prega e defende é a democracia do "eu mando e vocês obedecem", típica do ambiente de caserna... Lembre-se: nosso pais não é um grande quartel, nem nós cidadãos comuns, somos soldados subordinados aos interesses e caprichos de um comandante louco qualquer. Não adianta querer mudar a história, calar a imprensa livre, avacalhar com todos os adversários políticos, diminuir instituições grandiosas para a democracia, ou demonizar uma vacina.

Assim como os norte-americanos descobriram o equívoco que cometeram, espero que em 2022, nosso país acorde desse pesadelo onde, "com raiva da cigarra, a formiga votou no inseticida - e morreram todos - inclusive o gafanhoto que anulou o voto".

 

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