Bauru e grande região

Tribuna do Leitor

O coaching na sua essência

por Anderson Coutinho Peroto, formação superior em Coaching e Desenvolvimento Humano.

11/04/2021 - 05h00

Muito boa a reportagem do Fantástico exibida recentemente sobre o universo do coaching. Acredito que o programa cumpriu com a sua finalidade em motivar os telespectadores a analisar o assunto com uma mentalidade crítica.

Pude perceber o cuidado que a reportagem teve em abordar o tema sem abrir margem para a conotação de uma ideia pronta, direcionada. Para a matéria contribuíram para uma visão positiva: uma Instituição tradicional de coaching; uma profissional de coaching com formação superior e devidamente certificada; foi apresentado o Projeto de Lei que visa regulamentar a atividade em nosso País. Para a visão daquilo que é necessário melhorar: uma pessoa que infelizmente deparou-se com um péssimo atendimento de coaching e teve prejuízos materiais e emocionais, e uma Organização que lançou até mesmo um site com conteúdo que desestimula a prática do coaching.

Analisando este dilema, podemos afirmar que, no mercado de trabalho, em todas as atividades, sem exceção, há uma postura positiva e uma postura negativa para cada caso. Da situação positiva: os profissionais de excelência, sempre terão destaque, em meio ao segmento de mercado, ora composto por esses mesmos profissionais. Da situação negativa: profissionais, sem qualidade, sempre, dia após dia, momentos após momento abrirão sua própria cova no mundo do ostracismo e esquecimento.

Não posso afirmar que se trata de regra, mas é fato. Basta puxarmos pela memória: o veículo que você levou na oficina e acreditou que o óleo do motor estava por completo, mas não estava; o paciente com crise de pânico que acabou ouvindo que os sintomas era mera frescura; sabe aquela calha que você acreditou que não tinha furo; a parede da sala que era para estar no prumo e bem rebocada; o eletricista que aparentemente utilizou todo o material que você comprou e pagou bem caro; o professor que disse que o seu filho era burro e não tinha futuro; o servidor público que parece que tem ódio da vida e se comporta como se você estivesse devendo algum favor; a vendedora que sem um sorriso e simpatia simplesmente arranca a mercadoria da sua mão; sabe aquele pastel que o recheio tá lá no fundo e te força a decidir por qual parte você começa a comer. Os exemplos seriam muitos. A lista é extensa.

Pois bem, retornando ao mundo do oaching. A primeira regra que aprendi dentro dessa metodologia, é a seguinte: o sucesso vem antes do trabalho apenas no Dicionário. A letra 's' vem antes da letra 't'. A busca pelo sucesso demanda trabalho, esforço, estudo, privações, persistência, disciplina e treinamento. Ou seja, em qualquer área da nossa vida, o tamanho do nosso sacrifício é que determina o quanto estamos envolvidos com os nossos objetivos e propósito. Definitivamente, para que você não incorra em erros, péssimas escolhas, pessoas fraudulentas e prejuízos de ordem moral, intelectual, financeira e emocional e venha a culpar o coaching por isso: não existe fórmula mágica para o sucesso, o que existe é suor, sangue e lágrimas, que são extraídos de nós, quando oferecemos o máximo de nossa capacidade. A maioria das pessoas que são enganadas, relaciona-se ao fato de, em algum momento das suas vidas, terem procurado atalhos, segredos ainda não desvendados, comprar o ingresso para o caminho mais rápido, mais fácil, dedicar uma existência acreditando em fórmulas incontestáveis e mágicas.

Como dizia o filósofo: se todo dia eu carregar um pouco de terra; ao longo de um período eu terei removido uma montanha.

Invista em você, faça coaching.

Ler matéria completa