Bauru

Tribuna do Leitor

Passei a senha do Wifi, e agora?

por Gregório José - Jornalista/radialista/filósofo, pós-graduado em Gestão Escolar, com MBA em Gestão Pública

14/10/2021 - 05h00

Muitas pessoas, com o coração enorme, acabam emprestando a senha do seu sinal de Wifi ao vizinho. Tudo bem. É uma solidariedade com a boa vizinhança. Mas qual risco você pode ter ao fazer este gesto solidário?

Bom, primeiro que o vizinho poderá navegar por sites que você não concorda e o número registrado no IP conveniado com a operadora do sinal é o seu.

Portanto, se ele navegar por caminhos escusos, você poderá ser identificado como coparticipe de um crime, seja pedofilia, invasão de redes do governo, espalhar "fake news" e outras espionagens que por acaso ocorram.

Então não é bom emprestar o sinal?

Depende de como, quando e por quanto tempo isto ocorrerá.

Afinal, quem contrata um serviço quer uma rede rápida, segura e que lhe permita assistir filmes, se divertir com games rápidos e, ao compartilhar, essa qualidade cairá.

Afinal, este vizinho poderá "reemprestar" a senha para um visitante, um outro vizinho, um amigo e, depois, quem terá controle sobre quem usa? Veja exemplos de restaurantes, lojas de departamento, bares, enfim, estabelecimentos que ofereçam produtos e serviços. Alguns possuem internet liberada, outros fornecem a senha na hora e depois alteram periodicamente.

Mas o empresário esperto e antenado poderá, a partir daí, enviar publicidades para o cliente que logou em seu sinal de Wifi, afinal, o compartilhamento de sinal é mútuo.

Deu pra entender?

Além do mais, suas senhas e sites visitados poderão ser descobertos se o dono da rede Wifi, do roteador, tiver um programa que captura senhas.

Quem deve pensar bem se quer problema ou não é quem tem o bom coração, pois quem não consegue pagar para desfrutar das maravilhas da internet, não pode ser 100% excelente e, ademais, não se conhece o que vai no coração do outro, não é mesmo?

 

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