Bauru

Tribuna do Leitor

A Educação saindo da UTI

por Cesar de Castro - Estudante de Direito

13/01/2022 - 05h00

O ano letivo de 2022 será um ano de novidades para os estudantes que estiverem ingressando no ensino médio das escolas públicas e privados do país.

As mudanças são baseadas na LEI nº 13.415/2017, que juntamente com o MEC alterou a grade curricular e também a carga horária do ensino que agora passa a ser de 5 horas diárias.

Uma alteração positiva é que dentro dos 3 anos do ensino médio os estudantes vão ter a opção de um curso técnico com a possibilidade de terminarem o ensino 'básico' com dois diplomas e em caso de identificação com este curso técnico já saírem com um horizonte profissional mais claro que o de gerações passadas.

Completei o ensino médio no ano de 2010 e na época eu acreditava que quanto menos matéria melhor... Hoje, passados 12 anos, vejo de forma positiva este 'Novo Ensino Médio', pois, desde que com qualidade, terá grandes frutos no futuro próximo.

Mas como tudo pode ser melhorado, deixo também uma sugestão/crítica ao MEC e aos nossos legisladores que elaboraram e aprovaram a Lei 13.415/2017: não passamos da hora de incluir na grade escolar uma matéria sobre educação financeira? Os jovens por muitas vezes completam os 18 anos já endividados, pois não sabem como trabalhar com o dinheiro.

Outra questão que nunca entendi é o motivo de a língua inglesa estar na grade (mesmo sabendo que é a língua universal e muito importante ser dominada), mas a língua de sinais nunca ter feito parte, sendo que é a segunda língua oficial do país, sem contar que seria uma atitude de inclusão social tendo em vista a quantidade de pessoas que se comunicam por libras no Brasil e sofrem por não conseguirem se fazer entender.

Finalizo o texto vendo de forma positiva este novo formato do ensino médio, e na esperança de uma nova safra de formandos melhor preparadas.

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